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‘Gambito’ dá recorde para Netflix

28 de novembro de 2020

A história de Beth Harmon, interpretada por Anya Taylor-Joy, já foi vista por 62 milhões de usuários. / Foto: Divulgação

O Gambito da Rainha, série lançada pela Netflix, estabeleceu um recorde de audiência entre produções limitadas roteirizadas, informou a plataforma em seu Twitter na segunda-feira, 23. “Mais de 62 milhões de lares em todo o mundo assistiram a O Gambito da Rainha em seus primeiros 28 dias. A minissérie chegou ao Top 10 de 92 países e foi número um em lugares como Reino Unido, Argentina e Israel”, escreveu o Twitter da plataforma.

Segundo a revista Variety, o critério atual usado pela Netflix para definir a audiência é a quantidade de usuários que assistiu ao menos dois minutos de determinada produção. Com o nome inspirado em uma jogada muito rara no xadrez, O Gambito da Rainha apresenta ao público mais que o mundo desse jogo. Traz para a tela a trajetória de uma garota órfã, com sua passagem dolorosa da infância para a vida adulta.

A história é baseada no romance de Walter Tevis, e começa com a chegada da pequena Beth Harmon (Anya Taylor-Joy) ao orfanato, no final dos anos 1950. No decorrer da trama, vai-se aos poucos sabendo o que aconteceu com a menina, o porquê de ter ido parar nesse lugar e como vai revelando sua inteligência e perspicácia.

Fatores que vão contribuir para o seu desempenho no futuro, como uma exímia enxadrista, que vai disputar partidas em âmbito internacional. E foi com o zelador do orfanato, que ela aprendeu a jogar. Com ele desenvolveu uma técnica que fará dela um nome respeitado e que todos querem enfrentar, e vencer.

Em um mundo dominado por homens, Beth Harmon se atreve a cavar seu espaço. Não tem meio termo para ela. Mas essa caminhada não será simples, claro que não. Terá de superar obstáculos pessoais e enfrentar e vencer os mais temidos adversários. A minissérie tem somente sete episódios, que valem cada minuto assistido.


Figurino

Num campo dominado por homens, óculos de lentes grossas e camisas brancas abotoadas desajeitadas, Beth Harmon é um ídolo repentino de um estilo de vestir. Sim, ela é uma personagem do romance de Walter Tevis que leva o mesmo título representada agora por Gabriele Binder – responsável pelo figurino que conseguiu entrelaçar uma entrada no mundo do xadrez com o mundo da moda – uma bela associação, embora improvável.

As roupas das mulheres eram similares. Beth, é uma perfeita nerd. E esse novo visual pode ser um divisor de águas. Como foi. “O xadrez nunca será o mesmo”, disse Cathleen Shehan, professora e presidente do programa Fashion Design MFA, do Instituto de Moda e Tecnologia em Nova York.

Esta história traz glamour internacional, humanidade e uma história relevante para o jogo de xadrez. Cada vez que a cena mudava eu me sentia mais empolgada para ver o que ela iria vestir em seguida”.

Inspirada por Edie Sedgwick, Jean Seberg, Pierre Cardin e Balenciaga, Gabriele Binder criou um conjunto impressionante de modelos que levam Beth dos seus dias de órfã em Kentucky para os torneios de xadrez em Las Vegas, Paris e Moscou. Não menos do que uma dezena dos trajes que ela usa contém padrões geométricos espelhando um tabuleiro de xadrez, mas Binder não chegou a ponto de imprimir um tabuleiro num top ou numa saia.