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‘Detetives’ chegam à 5ª temporada

Por Eliana Silva de Souza / Especial

19 de Maio de 2021

Samuel Minervino (esq.) com Nathália Costa e Stéfano Agostini: os “Detetives do Prédio Azul’. / Foto: Divulgação

A semana começou animada com a estreia, no streaming do Globoplay e no canal Gloob, da Sky, às 19h00, da 15ª temporada da série D.P.A. – Detetives do Prédio Azul. E a turminha chega com novos integrantes, que prometem aumentar a fervura no caldeirão de aventuras. Agora, o veterano do trio, Samuel Minervino, 12 anos, retorna com sua capa amarela e seu destemido Max. Ao lado dele, os novatos Nathália Costa, 12 anos, que veste sua capa vermelha e mostra toda a força da Flor. Tem ainda Stéfano Agostini, 10 anos, que vai interpretar o Zeca e ser o dono da capa verde.

Quando criou a série em 2012, Flávia Lins e Silva não tinha ideia de que sua obra conquistaria o público da forma como o fez. “Ninguém podia imaginar que fosse este sucesso todo”, afirma a autora, que se orgulha em dizer que são “quase 10 anos no ar, mais de 400 casos investigados num único prédio!”. Além disso, Flávia também revela que o público que acompanha as aventuras do trio acaba se manifestando diretamente a ela, o que agrada muito a autora. “Adoro receber mensagens. Muitos querem ser detetives também e fico contente que brinquem de detetive em casa, pelo prédio. Sempre considerei o público como o quarto detetive”, comenta.

Flávia, para trazer à tona esses personagens do universo infantojuvenil, abriu seu baú de memórias à procura de detalhes que pudessem ajudar na composição das histórias. “Eu sempre brinquei de detetive com meus primos, na casa de meus avós”, conta, explicando que a brincadeira surgia e fazia com que ela e as outras crianças se divertissem muito. Ela lembra que seu “primo Vitor fabricava caixinhas de fósforos com minilápis e miniblocos, era incrível”, mas não para por aí. “O dia de glória foi quando descobrimos que o vovô pintava o bigode com xampu!”, diverte-se em suas lembranças. Tudo isso para reforçar o fato de trazer para o DPA a criatividade do que viveu em sua própria infância, em meio a muita traquinagem.

Mas, ao fazer uma produção dedicada a esse público, a autora precisou de uma alta dose de ideias e cuidados para prender essa turminha, que não é uma tarefa fácil. Por isso mesmo, ela conta que tem a preocupação de “criar tramas inusitadas com uma investigação que use a lógica”. Pistas que possam ser seguidas e identificadas pelo espectador. Neste sentido, quem assiste com atenção participa da investigação. É quase um jogo.

Samuel Minervino (Max) está entusiasmado com essa nova fase da série e de seu personagem. Por ser o único a permanecer da temporada anterior, o rapaz terá a incumbência de dar suporte aos colegas que estão chegando. Como ele diz, “agora é um veterano” e por isso mesmo “vai estar sempre pronto para auxiliar os novos companheiros, ensinar, e também liderar as investigações”, afirma o ator. “O Max ainda estará mais inventivo e será o responsável por desenvolver as traquitanas que o trio vai usar para desvendar os mistérios no prédio”, anuncia Samuel.