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Arte no Mato em novo formato

ELOÁ SOUZA/ Especial

18 de junho de 2021

O festival contará com dança, tecido acrobático, música regional, trabalhos manuais de cerâmica e de harmonia com a terra:/ Por: Tassio Lopes

O Festival Arte no Mato – Em Cima da Linha será lançado nesta sexta-feira, 18, com uma série de filmes que revelam o trabalho de artistas membros do Circuito Cultural Canastra Rio Grande, através do canal do Festival Arte no Mato, no YouTube. O projeto foi desenvolvido durante os meses de abril, maio e junho de 2021, na Casa Volante, em Araúna, na zona rural de Guapé, realizado por meio dos recursos da Lei Aldir Blanc, com patrocínio da Secretaria de Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais e da Secretaria Especial da Cultura do Ministério Federal.

Segundo Guilherme Pam, artista e idealizador do projeto, o nome do Festival “Em Cima da Linha”, foi criado por revelar o atual cenário de insegurança que vive o setor artístico-cultural, com seus passos e ações estrategicamente e milimetricamente pensados para a sobrevivência através da arte em meio a pandemia. Sendo assim, o Festival será uma adaptação dos moldes do tradicional Festival Arte no Mato, que teve sua primeira edição em 2019, com uma grande gama de ações artísticas e culturais, como espetáculos teatrais, shows, oficinas de artes manuais, musicais, entre outros.

O festival contará com a divulgação online de múltiplos artistas da região e seus trabalhos, envolvendo performances de dança, tecido acrobático, música regional, trabalhos manuais de cerâmica e de harmonia com a terra.

Jeanne Kieffer, que também é artista e idealizadora do projeto, conta que o processo de criação do Festival foi pensado para que os artistas pudessem participar e aprender com as experiências de produção e sair do Festival com um material de divulgação permanente. Sendo assim, a preparação do festival também pode contar com a oficina ‘Cenas Íntimas’, ministrada pelo diretor artístico Epaminondas Reis e dramaturgo Francisco Falabella Rocha, com o objetivo de proporcionar uma experiência criativa inicial na linguagem teatral e estimular uma percepção crítica dos participantes diante da cena e da realidade; despertando o corpo e a mente.

A oficina realizada em formato online, pode preparar melhor os artistas para o momento das gravações do Festival, e além disso, o mais importante, foi uma experiência profunda a ser levada na jornada de cada um para futuros trabalhos e projetos, afirma Jeanne.

Procurando estar presente também na vida real, o festival contou com pequenas intervenções no cotidiano das pessoas da microrregião, através de aparições surpresas na cidade de Guapé e Capitólio, todas respeitando as normas de segurança contra a covid-19.

Realizado em momento de pandemia, a produção do Arte no Mato – Em Cima da Linha, respeitou as normas da vigilância sanitária e distanciamento social, realizando as gravações de cada artista separadamente. Sobre essa perspectiva Jeanne Kieffer contou que uma das principais relevâncias do festival consiste em, nesse momento de pandemia, proporcionar um trabalho pago para os artistas da região, podendo ainda oferecer uma formação, uma reflexão artística, transformando este tempo de imobilidade imposta, em gestação de um trabalho futuro.

No novo formato o Festival está redescobrindo uma nova experiência no campo da arte audiovisual, que contou com o trabalho de Eloá Souza e Tassio Lopes. Para Tassio, a construção deste festival foi muito interessante, porque o audiovisual nesse caso, não foi apenas um instrumento, um meio para registro dos artistas, mas sim uma experiência de construção artística mais profunda, foi parte do processo de criação, construída em conjunto com os artistas, que revela um recorte do cenário cultural de nossa região.