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A trajetória de Frida Kahlo

6 de março de 2021

Frida, icônica artista mexicana, se tornou um símbolo feminista. / Foto: Divulgação

O Dia Internacional da Mulher será marcado pela exibição do documentário Viva la Vida, na National Geographic. Dirigido por Giovanni Troilo e produzido pela Ballandi Arts e Nexo Digital, conta a história de vida de Frida Kahlo com entrevistas exclusivas, documentos da época, reconstruções e um apanhado geral de suas obras, incluindo os autorretratos mais famosos – que incluem o que ela está com Diego Rivera (1931), Las dos Fridas (1939), La columna rota (1944) e El venado herido (1946).

Por meio de sua arte, Frida Kahlo conta a história dela com muita intensidade: sua dor física, seus abortos espontâneos, a tragédia de amor e a traição e seu compromisso político. A artista teve poliomielite aos seis anos de idade, foi vítima de um acidente de trânsito aos dezoito e conviveu com fortes dores até o dia de sua morte.

No entanto, Frida influenciou tanto artistas plásticos quanto músicos e designers. Frida nasceu em 1907, mas ela preferia dizer que havia nascido em 1910, no mesmo ano da Revolução Mexicana – “Eu sou a revolução”. Deixou esse mundo em 1954, com apenas 47 anos. Uns dizem que ela sofreu uma embolia pulmonar, outros, que ela tomou mais analgésicos do que deveria após cair no banho. De uma forma ou de outra, a artista não gostaria de ser lembrada por seu diagnóstico final, mas sim por alguém que sempre amou viver intensamente.

A atriz e diretora Asia Argento acompanha os espectadores à medida que descobrem as duas faces da pintora. A produção revela como a arte de Frida tem raízes na pintura tradicional do século XIX, nos retábulos mexicanos e em seus companheiros de vida, desde Diego Rivera até Trotsky.

O documentário também exibirá fotografias, roupas e outros objetos pessoais de Frida, que são mantidos no Museu Frida Kahlo e normalmente não são exibidos para o público. Além disso, impressões originais das fotos tiradas por Graciela Iturbide durante a abertura do banheiro de Frida em 2004 e reúne contribuições e relatos de especialistas e artistas como: Hilda Trujillo, que foi diretora do Museu Frida Kahlo – um dos três museus mais visitados na Cidade do México -, localizado na Casa Azul, antiga residência da pintora – e o Museu Anahuacalli; a fotógrafa Cristina Kahlo, sobrinha-neta de Frida; a fotógrafa mexicana Graciela Iturbide; o construtor Alfredo Vilchis; James Oles, professor de arte no Wellesley College e curador assistente de arte latino-americana no Davis Museum; Carlos Phillips, diretor-geral do Museu Frida Kahlo, do Museu Diego Rivera-Anahuacalli e do Museu Dolores Olmedo; e a bailarina Laura Vargas.

FRIDA. VIVA LA VIDA. Documentário. Segunda-feira, 8 de março, às 17h10. Na National Geographic.