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Encontro de produtoras de café reúne cerca de 100 mulheres em Paraíso

Foto: Divulgação / Sirlei Sanfelici, extensionista da Emater foi uma das palestrantes do evento

Roberto Nogueira

S. S. PARAÍSO – O Encontro das Mulheres Produtoras: Café – do Pé à Xícara reuniu cerca de 100 participantes no Parque da Serrinha, em São Sebastião do Paraíso, na última sexta-feira, 28.

Além de promover o debate sobre diversos temas e compartilhar experiências do trabalho no campo, a reunião também confirmou o crescimento da atuação feminina das mulheres no setor, principalmente das jovens.

“Temos visto uma participação cada vez maior do público feminino jovem e até mesmo mulheres adultas, mas de outros segmentos ligados ao café e à agricultura como um todo, isso é muito importante”, afirma Sirlei Renata Sanfelice de Carvalho, engenheira agrônoma e extensionista agropecuária da Emater-MG, uma das organizadoras do evento.

O encontro foi uma forma de celebrar o mês dedicado às mulheres e contou com três palestras, debates e troca de informações. Também houve sorteio de brindes e, no encerramento, um almoço à moda caipira.

O evento teve na abertura a participação de Sirlei Sanfelici. Como produtora rural, ela abordou a questão da cafeicultura, desde os cuidados na produção de mudas ao plantio. Em seguida, abordou sobre o cultivo, a colheita e o pós-colheita.

“Nos últimos tempos temos percebido o quanto é grande e significativo a quantidade de mulheres que estão à frente das lavouras, seja na cafeicultura, em outras atividades agrícolas e nos afazeres no campo”, afirma Sirlei.

Para ela, a atuação de mulheres mais jovens no setor cafeeiro tem aumentado. “Está crescendo muito a participação das jovens mulheres. Percebi no evento que muitas das produtoras presentes são de uma faixa etária mais jovem, elas estão tomando frente, andando junto com o pai e a mãe entendendo das ações que devem ser feitas no campo”, disse a extensionista da Emater.

De acordo com Sirlei, os pais estão juntos, mas os filhos estão presentes e participantes. “Isso é muito importante, o interesse em participar não só dos eventos, mas estar junto e atuando no manejo, no cultivo e nos tratos culturais e principalmente nas tomadas de decisões, é fundamental atuar do começo ao fim”, aponta. O atual cenário da cafeicultura, com o produto atingindo cotações recordes pode evitar o êxodo no campo. “Quando se valoriza o produto, mesmo das intempéries climáticas, acaba sendo compensatório, evitando o êxodo do campo”, destaca.

Outra percepção da extensionista é em relação a participação de outras mulheres, mesmo que não produtoras. “Estamos vendo mais a participação de mulheres do setor comercial, financeiro, de seguros e até da área industrial, que estão participando ativamente e isso é muito gratificante”, salienta.

A segunda palestra teve como tema ” Mulheres e café: transformando valor em oportunidade”, ministrada por Janaina Medeiros, engenheira de alimentos. O encerramento ficou por conta de Pâmela Franca, barista sênior e agente de Desenvolvimento Rural da Acissp, que falou sobre profissionalismo e o diferencial: olhos atentos para a qualidade na cafeicultura moderna.

 

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