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Sind-UTE defende greve sanitária na rede de ensino de MG

Por Adriana Dias / Redação

13 de julho de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – A diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação (Sind-UTE), Maria Antonia Mourão, informa que a entidade mantém orientação de greve sanitária por tempo determinado nas regiões onde houver convocação para o retorno a atividades presenciais.

A medida foi decidida em reunião virtual do Conselho Geral do sindicato e segue até o próximo sábado, 17. No dia 28 de julho o Conselho Geral volta a se reunir. Segundo ela, a Subsede Regional do Sind-UTE ainda não conta com trabalhadores da educação em greve sanitária nos municípios de sua abrangência, pois não houve decreto para o retorno presencial em nenhum deles.

Conforme Maria Antonia, os trabalhadores em educação, principalmente os da ativa, acabam de tomar a primeira dose da vacina contra a covid-19 e os alunos não foram vacinados, bem como a maioria das pessoas da comunidade escolar de Minas Gerais, sendo que, até o momento, Estado o aplicou o imunizante em pouco mais de 13% da população.

O Sindicato avalia a greve sanitária, em todo o Estado como uma medida de coerência e responsabilidade frente a milhares de vidas da nossa categoria, de seus familiares e comunidade escolar. A greve sanitária é um direito garantido pela Constituição Federal, podendo ser deflagrada quando não há garantia de segurança no ambiente de trabalho. E não há garantia de segurança nas escolas quanto à contaminação pela covid-19 e suas variantes”, disse a sindicalista.

O Brasil registra a marca de mais de 530 mil óbitos e Minas Gerais atingiu mais de 48 mil mortes, com milhares de contaminações pela covid-19 em apenas 24 horas.

No caso da Educação, a suspensão das atividades acontece apenas na modalidade presencial, o trabalho remoto, que trouxe a MG altas notas no IDEB, segundo o próprio governo Zema, continua. Os trabalhadores e trabalhadoras em educação querem voltar às aulas, mas exigem segurança por suas vidas, pelas vidas e saúde de nossos alunos e comunidade em geral”, assegurou Maria Antonia.

Outra questão apontada por Maria Antonia é com relação ao kit enviado pelo governo.

O kit de proteção enviado pelo governo Zema aos educadores, como o jaleco, por exemplo, é de péssima qualidade e não traz segurança. E vamos considerar que o governo jogou a responsabilidade do retorno presencial da rede estadual de Educação para os gestores de escolas, inspetores e prefeitos dos municípios, inclusive os que estão na onda vermelha. Isso quando os espaços hospitalares estão no limite. O governo estadual e os municipais não se responsabilizam. Inclusive, tanto pais de alunos quanto trabalhadores, ao preencherem o formulário para aulas presenciais, assinam se responsabilizando em caso de contaminação”, disse.