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Professores da Uemg e DCE fazem tuitaço contra o fim dos contratos

24 de dezembro de 2020

/ Foto: Divulgação

PASSOS – Faltando oito dias para o fim dos contratos dos professores de todas as unidades da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), docentes se reuniram com representantes do Diretório Central dos Estudantes (DEC) da Uemg para discutir estratégias e a cobrança de uma atitude em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal de que as designações são inconstitucionais. Foi organizada uma série de ações, dentre elas um tuitaço para o dia 31.


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A partir desta decisão, os docentes designados estão ilegais, estarão desempregados a partir do próximo dia 31 e sem possibilidade de nova designação, mesmo o semestre letivo ainda em curso. Uma das reivindicações é a de que o governo de Minas Gerais realize concurso público para cargos efetivos e nomeie os docentes concursados e classificados em concursos anteriores.

A reunião teve início às 14h, sendo coordenada pelos representantes do DCE. A professora Odila Rigolin, da Unidade de Passos, apresentou a situação atual dos docentes designados, informando ainda, sobre a questão emergencial em que se encontram em relação aos seus contratos que serão suspensos agora no final do ano.

O Estado alega falta de recursos orçamentários para efetivação dos concursos e nomeação dos docentes classificados em outros concursos de anos anteriores”, disse.

Outros docentes apresentaram a situação dos contratos de suas respectivas unidades e quantidade de professores e professoras designados. Encerradas as explanações, iniciaram as deliberações acerca das iniciativas de atividades de movimentação para enfrentamento da situação.

A primeira refere-se a uma plenária aberta entre os docentes e discentes da instituição, juntamente com representantes das entidades representativas de base para debate acerca da matéria. A segunda atividade refere-se à atividade digital de tuitaço (chuva de tweets) utilizando a hastag #2021comprofessoresnaUEMG para chamar atenção das representações dos poderes Executivo e Legislativo e pressionar estas autoridades.

Em relação à plenária, será organizada e planejada para janeiro de 2021, estando as deliberações marcadas para uma próxima reunião que ocorrerá no dia 11 de janeiro, às 18h30. Foi discutida uma possível mobilização nas ruas para chamar mais atenção, mas que aconteceria como uma segunda etapa e pensando em quando houver o retorno das aulas presenciais.

O decreto para as redesignações não é suficiente. Precisamos continuar na luta por condições dignas, e estamos falando de concursos e nomeações. Os governos já empurraram com a barriga essa situação por muito tempo, chega desta precarização”, finalizou a professora Fernanda Hurbath, da Unidade Passos.