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Escolas estaduais retomam aulas presenciais em Paraíso e Guapé

Por Gabriella Alux/ Redação

14 de julho de 2021

Rede estadual de ensino volta as atividades escolares. / Foto: Divulgação

PASSOS – Escolas da rede estadual de ensino em São Sebastião do Paraíso e Guapé voltaram às aulas presenciais na última segunda-feira, 12. Segundo o último boletim da Secretaria do Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) sobre as unidades autorizadas a retomar as atividades presenciais, Paraíso e Guapé estão na lista de municípios que já voltaram com os anos iniciais e poderão receber estudantes do 9º e 3º anos do ensino médio da rede estadual.


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Segundo o secretário municipal de Educação de Paraíso, Lucas Candido de Oliveira, na cidade, já retornaram escolas particulares e as públicas estaduais, nesta segunda-feira. Oliveira também disse que os profissionais de educação também retornaram ao trabalho com a liberação. Quanto à retomada na rede municipal, o secretário afirma que, a partir de agosto, primeiro retornarão as turmas da educação infantil e ensino fundamental I, e que no caso das escolas particulares, cada gestor decidirá a conduta.

As aulas retornarão no formato de rodízio, respeitando o quantitativo permitido para cada sala de aula, ou seja, cada unidade escolar tem uma capacidade física para atender a demanda, sendo assim cada sala será dividida em formato de ‘bolhas’ de forma que os alunos que optarem pelo ensino presencial serão divididos em equipes, respeitando o número máximo de acordo com o distanciamento. Uma equipe não terá contato com a outra”, disse.

Segundo ele, as aulas funcionarão no formato híbrido, com atividades presenciais e remotas, ficando a decisão a cada família. “Os alunos que optarem pelo ensino remoto terão as mesmas oportunidades e dedicação por parte dos educadores”, afirmou.

Para o retorno de atividades presenciais, afirma Oliveira, é necessário as escolas estejam com o alvará de funcionamento liberado. Segundo ele, a orientação é para a retirada do alvará e a assinatura do Termo de Livre Consentimento e Responsabilidade, especificamente sobre o Protocolo Sanitário Covid-19, com as normas e diretrizes a serem seguidas pelas unidades de ensino.

Foi realizada uma pesquisa no decorrer do mês de maio na rede municipal de ensino, a qual demonstrou que 40% dos alunos retornariam presencialmente e 60% permaneceria em modo remoto, mas será realizada outra pesquisa tendo em vista a mudança do contexto e o avanço da vacinação. As salas de aulas foram adaptadas de acordo com as orientações previstas no protocolo sanitário para retorno às aulas presenciais, respeitando o distanciamento e oferecendo aos profissionais e alunos os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) necessários”, declarou Oliveira.

A secretária de Educação de Guapé, Maria das Graças Paes, afirma que o município está realizando um treinamento com profissionais de educação e motoristas de veículos escolares e também reunião com pais e responsáveis pelos alunos para preparar o retorno às aulas presenciais na rede municipal.

As escolas municipais, de educação infantil até o 9º ano, estão com planejamento para retornar dia 2 de agosto, mas as estaduais, a partir do 1º ano, tiveram início nesta segunda-feira. Como estamos seguindo o calendário escolar, mesmo que essa semana as escolas estaduais já estejam funcionando, vamos entrar em um período de recesso de duas semanas”, afirmou.


Estado

A Secretaria do Estado de Educação (SEE-MG) informa que, para a retomada das atividades pedagógicas, estão sendo seguidas as determinações do protocolo de biossegurança da Secretaria do Estado de Saúde (SES-MG). O documento é fruto de debates e reuniões técnicas do grupo de trabalho formado por representantes das secretarias de Saúde e da Educação, da Sociedade Mineira de Pediatria e da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil. Outras entidades, associações e representantes de servidores foram convidados a colaborarem com sugestões ao Grupo de Trabalho.

Segundo a SEE, para que o retorno aconteça com segurança que o momento exige, as escolas estaduais passaram por um checklist para aplicação dos protocolos sanitários, com adequações no ambiente e disponibilização dos equipamentos de proteção e produtos de higiene e limpeza.


Exclusão na escola durante pandemia atinge 7,3% dos estudantes em Minas

Percentual está abaixo da média percentual nacional (13,9%). / Foto: Divulgação

Por Felipe Misuraca / Especial

PASSOS – Em Minas, cerca de 7,3% dos estudantes com idade entre 6 e 17 anos ficaram sem aulas presenciais ou remotas devido à pandemia de covid-19. É o que aponta o estudo “Cenário da Exclusão Escolar no Brasil – um alerta sobre os impactos da pandemia da Covid-19 na Educação”, realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização não governamental Cenpec Educação. O índice fica abaixo da média nacional (13,9%). O estudo foi feito com alunos de seis a 17 anos das redes públicas e do sistema privado de ensino.

Segundo a Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), para combater a evasão escolar no estado a pasta vem realizando desde 2019, de maneira sistemática, ações direcionadas de busca ativa de estudantes que deixaram de frequentar as salas de aula ou estão em vias de abandono na rede estadual de ensino. De acordo com a secretaria, em 2020, a busca resultou na volta de cerca de 30 mil alunos que não estavam participando ativamente das atividades remotas.

Em 2021, na primeira campanha de busca ativa realizada pela secretaria, cerca de 44 mil alunos retomaram as atividades. De acordo com a SES, esses estudantes também são encaminhados ao Programa de Reforço Escolar para que possam dar continuidade no processo de aprendizagem. A secretaria informa que, em maio de 2020, dois meses após a suspensão das aulas presenciais devido à pandemia, passou a oferecer um modelo de estudos remotos e que cerca de 97% dos alunos da rede tiveram acesso aos materiais no ano passado, seja por meios virtuais ou material impresso entregue aos estudantes que não possuem acesso à internet.

De acordo com um estudo realizado com pais e responsáveis por alunos da rede pública no Brasil, encarregado pela Fundação Lemann, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo Itaú Social, o número de alunos que estão desmotivados com as aulas e estudos cresceu em 2021, subindo de 26% em maio de 2020, para 40% no mesmo período deste ano em todo o país. De acordo com o levantamento, o índice é maior para estudantes oriundo de famílias com renda mensal de até um salário-mínimo, totalizando um percentual de 48%. Estudantes residentes em áreas rurais também se mostraram afetados, chegando a 51% de desmotivação.