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Alta nos preços de materiais escolares pode chegar a 30%

Por Nathália Araújo / Redação

21 de janeiro de 2022

Conforme a ABFIAE, o aumento pode alcançar a marca dos 30% nos 10 itens mais vendidos./ Foto: Reprodução.

PASSOS – O preço dos materiais escolares tem se tornado uma reclamação frequente entre os consumidores passenses. Itens como lápis e borracha tiveram reajuste em torno de 15% em papelarias da cidade. Levantamento feito pela Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) aponta que a alta nos preços dos dez produtos mais vendidos nos estabelecimentos do país pode chegar a 30% nos últimos 12 meses..

Gizelli Cristina dos Reis, secretária, afirma que alguns preços chegam a causar revolta.

“Sinceramente, estamos em uma pandemia e estão cobrando mais caro até nas coisas necessárias para a educação das crianças, aí fica difícil demais. Onde é que já se viu pagar mais de R$10 por uma lapiseira? Isso é um verdadeiro absurdo e chega a causar revolta, porque não acho que as coisas ficarão mais em conta futuramente. Expliquei para o meu filho que não posso comprar tudo de desenho, como ele gosta, então deixei ele escolher o caderno, mas o resto será o que cabe no bolso”, disse.

Para o motorista Ricardo Alves, que reside em Cássia e costuma vir a Passos para fazer as compras de materiais escolares para as duas filhas, os reajustes refletem a situação econômica do país.

“Tudo está tão caro que nem consigo escolher uma coisa só para reclamar. Não são apenas os materiais de escola que ficaram com os preços nas alturas, são todos os itens de consumo, incluindo comida, roupas e sapatos. Acredito que tudo isso seja resultado da falta de competência dos governo mesmo, porque ninguém se preocupa com a qualidade de vida das pessoas”, disse.

Segundo Priscila Marques da Silva, vendedora em uma loja de utilidades que também comercializa itens escolares, as queixas sobre os preços são cada vez mais comuns.

“Os clientes reclamam bastante e, para falar a verdade, como consumidora, também não estou satisfeita porque tudo sobe, menos o salário. Muita gente diz que aqui é mais barato, mas ainda assim reclamam dos preços e, infelizmente, não tem muito o quê fazer”, explicou a funcionária.