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Zema comenta decisão da ANA e entidades recorrem ao Ministro

18 de fevereiro de 2021

Sobre a resolução, o presidente do Senado, o passense Rodrigo Pacheco, salientou que a ANA avança no caminho de uma solução definitiva. / Foto: Divulgação

PASSOS – O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), postou em suas redes sociais um vídeo em que comemora a decisão da Agência Nacional de Águas, de reduzir a vazão de água das represas das hidrelétricas de Furnas e Mascarenhas de Moraes. Isso, segundo o governador, vai implicar na recuperação do nível dos lagos (veja vídeo abaixo).

Por outro lado, integrantes do Movimento Pró-Furnas, Alago e lideranças políticas dos lagos de Furnas e Mascarenhas de Moraes estão recorrendo ao ministro Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, para tentar resolver o problema do baixo nível dos lagos. Num ofício de 3 laudas, essas lideranças explicam que decisões do Ministério e do Departamento Nacional de Infraestrutura estão prejudicando e usurpando do povo mineiro o direito ao Uso Múltiplo das Águas. Eles pedem a correção dos fatos relacionados à obra de derrocamento do Pedral de Nova Avanhandava, cuja execução prevista para terminar em 2019, foi iniciada em 2017, com verbas federais e do governo de São Paulo.

Explicam que foi efetuado o aporte de 28,04% do valor total estimado para a obra, ao Consórcio responsável, em 2016, e novamente, em 2018, sem a execução do serviço contratado. Entretanto, apenas em 2019 (ano previsto para seu término) foi rescindido o contrato com o Consórcio Queiroz Galvão, pelo ”baixo desempenho na obra”. E esta seria uma das causas do constante esvaziamento dos lagos em Minas.

No documento, eles reforçam ser de fundamental importância que o Ministério da Infraestrutura também avalie e tome medidas para corrigir (pelo menos, em parte) o esvaziamento dos Lagos de Furnas e Peixoto – para privilegiar a Hidrovia Tietê-Paraná, desde 2014, em São Paulo.

Reforçamos ser de fundamental importância que o Ministério da Infraestrutura também avalie e tome medidas para corrigir (pelo menos, em parte) o esvaziamento dos Lagos de Furnas e Peixoto – para privilegiar a Hidrovia Tietê-Paraná, desde 2014, em São Paulo (…) nos dirigimos respeitosamente a Vossa Excelência para solicitar que seja dada prioridade máxima à execução dessa obra, revertendo a dolorosa história da população de Minas, e resgatando-lhes a dignidade e a possibilidade de sobrevivência”, diz parte do documento.