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Vereadores discutem volta às aulas presenciais e abastecimento de água

Por Mayara de Carvalho / Redação

16 de fevereiro de 2021

Na sessão realizada ontem, a volta às aulas presenciais nas escolas da rede pública, bem como a vacinação dos professores, foram discutidos na tribuna. / Foto: Divulgação

PASSOS – Na terceira sessão ordinária da Câmara de Passos, realizada ontem, a volta às aulas presenciais nas escolas da rede pública, bem como a vacinação dos professores, foram discutidos na tribuna. Os parlamentares também trataram de tratamento de esgoto no município e sobre a recuperação do Ribeirão Bocaina, responsável pelo abastecimento de 60% de água na cidade.

O primeiro a usar a tribuna foi o vereador Maurício Antônio da Silva. Segundo o parlamentar, os prejuízos que os alunos têm sofrido por meio do ensino remoto são enormes.

A rede de ensino particular já tem um plano para voltar às aulas presenciais para este mês. O ensino público não tem essa condição”, contou.

De acordo com Silva, escolas ficaram fechadas na última gestão e mesmo com R$2 milhões em caixa, nenhuma adaptação foi realizada no sentido de receber os alunos em um momento de pandemia.

O vereador também discutiu a questão do tratamento de água e esgoto da cidade. “Temos 75% do nosso esgoto tratado. Os outros 25% não têm tratamento. Temos exemplo ali no bairro São Benedito e Bela Vista onde o esgoto é jogado no nosso Córrego São Domingos”, disse.

Estive com o diretor do Serviço de Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e ele me informou que o custo para isso seria por volta de R$15 milhões. Outra preocupação é em relação ao tratamento de água. Temos dois locais que fazem nosso abastecimento, que são o Ribeirão Bocaina, o qual atende 60% do fornecimento da cidade, e o do Porto do Glória, que atende 40%”, disse.

Segundo ele, o problema poderia ser minimizado se fossem interligados.

Então temos falta de água no Bocaina e essa falta de água vai cada vez aumentar mais, isso porque a vazão de água do ribeirão está diminuindo. Então, quando falta água, falta para 60% da população. Nós temos que interligar esse sistema, isso é necessário. O custo disso aproximado é de R$8 milhões de reais”, disse.

O vereador Edmilson Amparado também usou a tribuna para falar sobre a necessidade de um ambulatório específico para diabéticos em Passos. Segundo ele, 25% da população da cidade, aproximadamente, poderia ser beneficiada.

Temos 12 mil diabéticos e 14 mil pré diabéticos. Falamos com o Executivo e, daqui seis meses, voltaremos nesse assunto para implantação do ambulatório”, disse.

Sobre a volta das aulas presenciais, Amparado afirma que é preciso uma discussão sobre o tema.

Os professores não foram vacinados. Os motoristas de van que vão fazer o transporte das crianças também não foram vacinados. Aí vamos fazer toda uma corrente que transita dentro da escola, serviçais, merendeiras e por aí afora”, falou.

Amparado também discutiu sobre a captação de água e em Passos. O parlamentar também falou sobre os problemas da falta de tratamento de esgoto na cidade e citou o bairro Aclimação.

Ali, vira e mexe estoura esgoto que desce diretamente para captação de água, que fica 200 metros abaixo de onde o problema ocorre. É preciso cobrar o Saae, que não nos cobra barato pelo serviço prestado, não. Nossa conta de água e esgoto não é tão barata quanto se fala. É preciso investir no manancial que sustenta o Saae, que é o Ribeirão Bocaina. Não adianta nada fazer obras faraônicas e depois não ter água para encher essas obras”, finalizou.

O vereador Luiz Carlos do Souto Júnior também usou a tribuna e relatou a preocupação por parte dos professores na questão da volta às aulas presenciais.

Estava conversando com uma professora de Cemei, que atende de 0 a 3 anos, onde as professoras me diziam que não poderiam voltar porque essas crianças requerem colo, então há um contato maior entre a profissional e a cuidadora que estão diretamente voltadas ao atendimento a essas crianças”, disse.