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Vereadora diz que prefeitura não autorizou construção de viela no Jardim América

23 de setembro de 2021

Segundo a Câmara, a intenção da parlamentar era melhorar o local, que hoje não possui asfalto ou iluminação adequada.

C. R. CLARO – A vereadora Sueli das Graças de Melo, a Lili das Margaridas, fez um desabafo durante reunião nesta semana e demonstrou estar chateada com a administração municipal em Carmo do Rio Claro. Ela intermediou uma obra sem custos para os cofres públicos, mas a construtora não recebeu autorização para fazê-la.

Lili das margaridas disse que, desde que se tornou vereadora, vem lutando pela construção de uma viela no trecho que liga a Rua Bortolo Agostine à Rua Pedro Faria, no Bairro Jardim América. A vereadora contou que ganhou a obra da construtora que vai fazer uma praça em um loteamento próximo, mas que a prefeitura não autorizou “Ganhei da Construtora Rio Claro. Ia fazer pra mim, não ia gastar nada. Desde janeiro nessa luta, fui na prefeitura umas dez vezes, não quis atender meu pedido. Eu tô muito chateada”, disse a vereadora.
Segundo a Câmara, a parlamentar destacou que sua intenção era melhorar o local, que hoje não possui asfalto ou iluminação adequada e que a obra seria um benefício para as pessoas que transitam pelo local.

O vereador Cristian Reis Leandro (Cristian da Ambulância) é autor do Anteprojeto nº002/2021. O texto trata do reembolso de despesas urgentes e inadiáveis realizadas em veículo oficial por motoristas do município. O objetivo é sugerir a criação de uma lei que assegure a devolução de valor próprio investido por servidor em situações de necessidade.

Segundo o vereador, os motoristas da saúde já viajam com um valor extra para lidar com imprevistos, mas os motoristas de outras áreas e assessores não contam com essa reserva e não existe legislação que possibilite o reembolso. Cristian da ambulância deu um exemplo recente em que o condutor de um caminhão da prefeitura teve que comprar uma lona para cobrir os itens que estava conduzindo e não pode receber de volta o valor.

“O motorista comprou a lona, colocou e a prefeitura não pode pagar porque não existe essa lei da prefeitura pagar”, disse.

O texto da proposta ainda define que, em casos de urgência, o motorista deve obter autorização do seu superior hierárquico e apresentar toda documentação que comprove a despesa.

Como é um anteprojeto, o texto foi enviado ao Poder Executivo que deve encaminhá-lo novamente à Câmara em forma de projeto de lei para ser validado. O vereador Cristian da ambulância espera que a administração aceite a sugestão. Destacou que os servidores não podem ficar no prejuízo, pois estão se deslocando para trabalhar em prol da população.