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Vendas do E-commerce

21 de agosto de 2020

Um levantamento feito pelo site Loja Integrada mostrou que, entre março e maio deste ano, o volume negociado entre os lojistas presentes em sua plataforma chegou a R$ 415 milhões, um salto de 64% na comparação com os três meses anteriores, de dezembro a fevereiro. O valor movimentado pelos lojistas virtuais na semana da Black Friday, em 2019, foi de R$ 11,6 milhões. Deste modo, o montante registrado nos meses citados bateu o equivalente a três Black Fridays por semana, registrando um volume de vendas semanal de R$ 34 milhões.

O que você também vai ler neste artigo:

  • Crescimento
  • Como é
  • Compras com voucher
  • Prática válida?

Crescimento

A plataforma ainda registrou um crescimento em relação a novos e-commerces. Nos meses de 2020, foram criados 133 mil perfis, um aumento de 66% em relação ao final de 2019, uma uma média de 48 mil por mês. “Os números impressionam, pois esperávamos esse aumento para os próximos cinco anos. Os pequenos e os médios empreendedores estão mudando o mercado de e-commerce no Brasil. Com a pandemia, a digitalização se tornou prioridade para os lojistas, que têm se qualificado e apresentado estratégias sólidas de crescimento”, explica Pedro Henrique Freitas, CEO da Loja Integrada. Atualmente, o site abriga 1,4 milhões de lojistas virtuais.

Como é

A Loja Integrada é uma plataforma que oferece recursos para a criação de lojas virtuais de maneira prática e intuitiva, com opções de temas e layouts, além de parcerias com meio de pagamentos e envios. A empresa faz parte da VTEX e tornou-se uma das maiores plataformas gratuitas da América Latina e a mais popular do Brasil. Já são mais de 20 milhões de produtos vendidos, com faturamento total dos lojistas de mais de R$ 12 bilhões.

Compras com voucher

No começo da pandemia, muitas empresas precisaram suspender temporariamente suas atividades para evitar aglomerações e conter a propagação do coronavírus. Neste período, muitos restaurantes, bares, salões de beleza e outros serviços, por exemplo, iniciaram a venda de voucher aos seus clientes, de modo que eles pudessem usufruir de serviços e produtos após o período de reclusão. Mas, passados quase cinco meses, nem todas as empresas foram autorizadas a funcionar, o que tem deixado muitos consumidores preocupados a respeito das garantias e do cumprimento da oferta.

Prática válida?

Segundo o advogado Bruno Lewer, a primeira coisa que o consumidor precisa entender é que o voucher é, antes de tudo, uma prática válida, porém, de risco. “Por isso, é importante o consumidor pesquisar antes sobre a idoneidade da empresa que está comercializando o voucher para saber sobre histórico, conduta e chances dela apresentar problemas no futuro. Afinal, o principal risco que o consumidor corre é de a empresa quebrar e decretar falência”, comenta.