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Vendas de vinhos crescem 32%

Por Gabriella Alux / Especial

28 de outubro de 2020

Foto: Divulgação

Passos – De acordo com dados da Ideal Consulting, ao analisar os meses de abril, maio e junho de 2020, o brasileiro bateu o recorde histórico de 2,81 litros de vinho por pessoa. Na região, produtores de vinho registraram um aumento de 32% nas vendas. O gerente de marketing e comercial da vinícola Quinta dos Camargo, de Fortaleza de Minas, Alexandre Camargo, afirma que, além do aumento nas vendas, muitos consumidores passaram a comprar vinhos nacionais.

“As vendas estão a todo vapor, crescemos 32% em vendas e lançamos três novos vinhos no inverno passado. Outra coisa legal que vimos é a preferência por vinhos nacionais. O brasileiro tem o hábito de comprar vinhos internacionais por qualidade e preço, mas isso mudou. Com a pandemia, as exportações foram suspensas e foi a vez do nacional brilhar. As pessoas tiveram a oportunidade de experimentar e comprar, das pequenas vinícolas, vinhos maravilhosos, incluindo os da região sudeste e os vinhos mineiros”, declarou.

De acordo com o gerente, os vinhos, com preços médios de R$27, foram mais consumidos e vendidos, considerando as cidades da região, como Passos. Doze por cento dos compradores foram de moradores passenses. Além disso, 6% são de São Sebastião do Paraíso e 0,5% de Itaú. Mesmo com a pandemia, as outras maiores vendas foram destinadas a cidades de Minas e de outros estados. Sendo 25% para São Paulo, Belo Horizonte (18%), Goiânia (15%), Campinas (10%), Rio de Janeiro (8%), Ribeirão Preto (5%) e 3% para Indaiatuba.

“As pessoas estão ficando mais em casa, cozinhando em família e tudo isso ajudou a gerar esse crescimento. Ao todo, vendi 10.000 vinhos nos últimos 14 meses, o que equivale, em Passos, 2.200 garrafas vendidas, em São Sebastião Paraíso, 1.200 unidades, Itaú de Minas, 446 unidades e Belo Horizonte, 3.146. E agora, com o início da safra de verão, vamos até mesmo inaugurar uma adega”, afirma Camargo.

Como sommelier de um supermercado em Passos, Thiago Otoni relatou que houve aumento na busca por vinhos no local, mas que o estabelecimento não supriu a demanda e manteve a quantidade de vendas. “Apesar de muitas pessoas estarem procurando, o supermercado não conseguiu comprar muita mercadoria devido ao preço do dólar”, disse. Do ponto de vista de uma apreciadora da bebida, a florista Flávia Chicarelli Strabelli conta que o vinho a ajudou no período da pandemia.

“Com toda a certeza aumentamos o consumo de vinho. Eu e meu marido, Giovani Maldi, fizemos pequenas recepções e o fato de reunirmos pessoas queridas e apreciarmos a bebida ajudou muito a minimizar o clima de tensão e isso, no meio da pandemia que trouxe grandes incertezas e receios, é aliviador”.

Flávia ainda diz que foi o seu marido que a influenciou no gosto por vinhos e que neste ano, também optaram por valorizar marcas nacionais. “Não precisamos consumir vinhos importados, justamente porque há tantos que são produzidos no sul de Minas e São Paulo e possuem muita qualidade”, contou.

Nos meses de março até o momento, produtores
afirmam aumento do consumo de vinhos na pandemia. / Foto: Divulgação