Destaques Moda

Vendas aquecem polo fashion de BH

POR WAGNER PENNA / Especial para a Folha

8 de março de 2021

Foto: Divulgação

Repetindo o ciclo anual de lançamentos de inverno em pronta-entrega (o lojista vai ao showroom, escolhe, compra e leva na hora o que comprou), no polo de moda de Beagá, as vendas das coleções só ganharam impulso após o Carnaval. Mesmo sem a folia oficial, neste ano.

O fato é que os lojistas baixaram na cidade nas duas ultimas semanas, levando alegria para as confecções e um ajuda substancial em seus caixas – compensando um pouco as perdas que a pandemia vém trazendo ao setor. Contribuíram para isso o fato da capital mineira não estar com restrições severas em razão da covid-19 nesse período e a necessidade do comércio fashion fazer sua mercadoria girar.

Nesse ponto, entra uma constatação significativa: é verdade que as vendas pelo e-commerce cresceram durante a pandemia, mas o presencial ainda continua muito forte nas vendas da produção para os lojistas. E mais: as coleções mais enxutas e bem comerciais darão o tom da roupa que estará nas ruas na próxima temporada de frio. E com preços que não aumentaram tanto quando se imaginava. Amém!

VAIVÉM

A Semana de Moda de Paris encerrou o calendário do outono-inverno 21 22 no hemisfério norte. Tudo virtual e muito criativo. As marcas desfiladas em Milão foram as melhores em termos fashion. Quanto ao acerto no formato das propostas (vídeos & filmes), houve um empate criativo entre Nova York, Londres, Milão e Paris.

Escolhida como a cor do ano, o amarelo continua pontuando a maioria das coleções invernais – embora a escolha daquele tom vibrante tivesse sido feita para o verão passado. Para quem é adepto das teorias esotéricas, vale também lembrar que no calendário chinês é o ano do boi, também remetendo ao amarelo. Mas a força, por lá, vem do vermelho – pura energia.


PONTO FINAL

O deslocamento do poderio fashion verde-amarelo é algo cíclico – e mais uma vez está em curso. O índice de confecções mais poderosas do pais aponta para Sul, mais precisamente Paraná e Santa Catarina, que abrigam os grupos da cadeia têxtil que mais cresceram nos últimos dez anos. Com exceção de São Paulo, claro.