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Venda do atacante Carlos ao Al-Shabab pode render R$7 milhões ao Atlético

19 de julho de 2021

Atacante Carlos foi um dos artilheiros da Liga Portuguesa 2020/21. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – O atacante Carlos foi revelado nas categorias de base do Atlético-MG e viveu seu momento protagonista em 2014, com gols em clássico contra o Cruzeiro, além do título da Copa do Brasil. Quase sete anos depois, ele tende a render frutos ao Galo, desta vez, econômicos. O clube mineiro é detentor de 34% dos direitos econômicos de Carlos, em vias de se transferir ao Al Shabab, dos Emirados Árabes.

As cifras envolvidas nas negociações entre o clube o Oriente Médio e o Santa Clara, de Portugal, são de 3 milhões a 3,5 milhões de euros (R$ 18 milhões a R$ 21 milhões). Se o valor for o máximo, o Galo terá direito a R$ 7 milhões. Isso, claro, se o pagamento do Al Shabab for por 100% dos direitos de Carlos.

O jogador está fatiado: 34% pertencem ao Atlético-MG, 33% são do Santa Clara, e outros 33% do Louletano, clube também português, onde Carlos nunca atuou, mas estava vinculado sob cessão ao Santa Clara, até o início do ano, quando teve parte dos direitos comprados pela equipe do Açores.

Além do 1/3 dos direitos, o Atlético-MG, como clube formador de Carlos, poderá receber outros 3,35% sob a verba de transferência internacional do jogador. A Fifa obriga que 5% de toda transação onerosa (definitiva ou empréstimo) de um atleta seja compartilhada, em proporção pré-estabelecida, com os clubes que ajudaram na formação do envolvido.

Por formação, entende-se que são as agremiações que registraram determinado jogador entre o 14º aniversário e o 23º aniversário. Carlos saiu do Atlético no fim de 2018, após passagens apagadas de empréstimo por Internacional e Paraná. A taxa de 3,35% foi calculada pela plataforma “Rede do Futebol”, especialista no mecanismo de solidariedade da Fifa.