Destaques Do Leitor

Tudo ou nada

22 de dezembro de 2020

O presidente da Câmara não se conforma com a rejeição, pelo STF, da sua reeleição e decidiu partir para o tudo ou nada. Não quer perder o poder e, portanto, quer continuar comandando o Legislativo federal, nos bastidores, articulando o enfraquecimento de Bolsonaro e deste governo, eleito por 58 milhões de brasileiros. Para tanto, está arregimentando todas as forças possíveis para isso, não se importando se de esquerda, direita ou centro.

Alia-se, por exemplo, ao PT, o partido que reúne o maior número de investigados da Lava Jato e o principal articulador da maior organização criminosa da história deste país. Evidentemente, a farta distribuição de cargos e benesses se faz presente, como em todas as negociatas que se faz no Brasil. É o vale tudo pelo poder. Com toda certeza, estes “aliados” terão seus nomes fartamente divulgados pela rede social e poderão colocar em risco sua reeleição. O Brasil mudou e, portanto, senhores parlamentares de ocasião, reflitam antes de qualquer ação da qual possam se arrepender.

Elias Skaf – São Paulo/SP


O incentivo de cirurgias

Nos últimos tempos, tem se tornado cada vez mais comum que as pessoas façam cirurgias plásticas por questões estéticas, mas existe uma problemática por trás dessa cultura que precisa ser discutida. É comum encontrar pessoas compartilhando imagens de cirurgias e romantizando essas, dizendo ser esse o seu sonho e tratando como algo simples e sem riscos à saúde.

Além disso, muitas vezes essa cultura é corroborada por influenciadores digitais, que realizam essas cirurgias e incentivam que outras pessoas também as façam. Essa cultura se torna maléfica para a sociedade na medida em que impõe um padrão de beleza no imaginário de pessoas que não têm esses corpos e se dispõem a realizar uma cirurgia para passar a ser de determinada forma. É preciso destacar os perigos à saúde que a realização de uma cirurgia pode causar e combater a normatização desses processos, que devem ser tratados com a devida atenção e não como uma mera alteração na aparência.

Eduardo Martins – Belo Horizonte/MG