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Treinador assume presidência do Passense

23 de dezembro de 2020

FLÁVIO QUEIROZ DISSE QUE SEU DESEJO É TRANSFORMAR O PASSENSE EM UM CLUBE-EMPRESA. / Foto: Divulgação

PASSOS – Como a Folha antecipou na edição de ontem, o Clube Esportivo Passense (CEP) de Futebol e Cultura está sob nova administração. O goiano Aguion Flávio Alves Queiroz, de 44 anos, mesmo sem o registro em cartório da ata oficial de posse, já assumiu a função de presidente do alviverde no lugar de Rogério Jesuíno dos Santos, que renunciou ao cargo.

Flávio, como é mais conhecido nos meios esportivos, é natural de Quirinópolis (GO), e chegou a Passos em meados deste ano como treinador do time principal do Passense, que se preparava para disputar o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão no final de novembro passado. Lamentavelmente, um dia antes da rodada inicial, a Federação Mineira de Futebol (FMF) excluiu o clube do torneio por causa de dívidas financeiras não quitadas em dia, além de aplicar multa de R$ 200 mil e suspensão por dois anos de qualquer atividade futebolística a ser promovida pela entidade.

Sem revelar mais detalhes sobre o estatuto do clube, Flávio disse recentemente houve uma reunião entre a maioria dos membros da atual diretoria, e através de consenso, foi aprovado que ele assumisse a presidência até completar o mandato de Rogério, em dezembro de 2021.

Quando aqui cheguei, sem a família, fui muito bem recebido pela diretoria, torcedores e pessoas passaram ser amigas de verdade. Gostei tanto do Passense e da cidade, que acabei trazendo a esposa e meus filhos. Juntou a minha vontade de arribar o time, com a anuência do Rogério, do presidente do Conselho Deliberativo, o engenheiro civil, Alef Barbera, e demais diretores, então aceitei o desafio, que não será fácil tirar o clube da atual situação, mas também não é impossível de forma alguma”, acentuou.

O novo presidente adiantou ontem que já está trabalhando para reorganizar o alviverde de Passos.

Quero elogiar bastante o trabalho do Rogério. Ele foi guerreiro ao conseguir colocar o clube legalizado perante a FMF depois de 12 anos. Pena que fomos traídos por investidores que assumiram a dívida depois de parcelada em 22 meses, e hoje é de quase R$ 210 mil. A situação piorou mais ainda, porque não disputamos o campeonato, fomos punidos com multa de R$ 200 mil, e suspenso dois anos, mas há dias que estamos em contato com a entidade de Belo Horizonte, e tudo está caminhando para um final feliz. Acredito piamente que em 2021 estaremos com o time disputando a Segundona. Na pior das hipóteses, com um ou dois grupos de jovens atletas no estadual das categorias de base”, garantiu Flávio.


Clube-empresa

Transformar o Passense em um clube-empresa é o sonho do novo presidente. “Já estou em contato com advogados e autoridades que entendem do assunto, e sabem do caminho para que isso aconteça. Uma associação futebolística hoje é muito difícil de dar certo. Veja o exemplo do Botafogo de Ribeirão Preto (SP), que ressurgiu das cinzas, e disputa a Série B do Brasileirão. O problema é que dentro de campo o time não está correspondendo à altura o trabalho da diretoria não tem risco de falir”, acrescentou.

Outro detalhe destacado por Flávio é o futebol amador de Passos. Para ele, o nível é bastante elevado.

Aqui tem excelentes jogadores que podem disputar uma Segunda Divisão. É só dar oportunidades, porém vejo um distanciamento do Passense, clube em questão, e os times da várzea. Vou lutar visando o estreitamento da amizade entre os dirigentes e da Liga de Desportos para conosco. Tem de haver mais união. Desta forma, o futebol profissional e amador ficarão bem mais fortes ao mesmo tempo”, assegurou.

Depois das festas de final de ano, o alviverde retornará às atividades, afirmou Flávio.

Já estou elaborando um plano de trabalho para 2021. Dentro e fora de campo. Se depender da minha experiência conquistada ao longo da minha carreira, o futebol profissional em Passos vai voltar forte, muito forte mesmo. Só espero que não falte apoio dos torcedores, comerciantes e empresários na empreitada que parece ser difícil, mas não acredito. É só trabalhar e isso não vai faltar durante a minha gestão”, finalizou Flávio.