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Tardelli é uma das estrelas do Galo

18 de Maio de 2020

Atacante, que terminou 2009 como principal goleador, marcou seu primeiro na Série A há 11 anos. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – O Atlético-MG se prepara para voltar aos treinamentos na Cidade do Galo, finalizar o Estadual e, quando a pandemia deixar, iniciar a disputa do Brasileirão 2020. O elenco comandado por Jorge Sampaoli tem Diego Tardelli como uma das estrelas. O camisa 9 e ídolo da torcida tem 220 jogos e 110 gols pelo Galo. A competição na qual o atacante mais marcou pelo clube até aqui é, justamente, o Brasileirão. E o primeiro gol com a camisa alvinegra na competição tem história e curiosidades.

Em 2009, Tardelli chegou ao Atlético aos 23 anos e se adaptou de forma meteórica.Estreou marcando dois gols contra o rival Cruzeiro (Torneio de Verão, no Uruguai) e fez 23 gols antes mesmo de o Galo estrear no Brasileirão daquela temporada. O atacante terminaria o ano como artilheiro do Brasil (39 gols marcados) e artilheiro da Série A, ao lado de Adriano, do Flamengo, com 19 gols. O primeiro dos 19 foi no antigo Mineirão, na segunda rodada daquele Brasileirão, contra o Grêmio. Foi o gol da vitória (2 a 1). Marcado de pênalti. Com paradinha. Aos 48 minutos do segundo tempo. Contra o… Victor.

Um dos maiores ídolos da história do Galo e nono jogador com mais jogos na história do clube, “São Victor” ainda nem pensava em vestir preto e branco. Defendia o Grêmio e foi uma das “vítimas” daquela temporada iluminada de Diego Tardelli. Naquele 16 de maio de 2009, há 11 anos, nada pôde fazer na cobrança com paradinha – que ainda era permitida – do camisa 9 atleticano.

Foi um gol muito importante e especial, porque deu início a nossa ótima campanha. Além disso, foi meu primeiro gol pelo Galo no Brasileiro, e o primeiro a gente nunca esquece. Naquele ano, ainda pude ajudar bastante o time e consegui ser o artilheiro de um campeonato extremamente disputado, com vários jogadores de muita qualidade. Também fui o máximo goleador do ano, então foi uma temporada bem especial. Lembro daquele momento. Jogo empatado, pênalti aos 48 minutos do segundo tempo. Deu aquele frio na barriga e uma dúvida sobre onde poderia bater” disse Tardelli.

Na hora, o gol ficou muito pequeno (risos). Ainda bem que podia dar a paradinha naquela época. Acabei surpreendendo o Victor e fiz o gol. O Victor sempre foi um grande goleiro, e eu sempre fui muito fã dele” comentou Diego Tardelli.

Curiosamente, além de Victor, aquele Grêmio tinha outros “atleticanos” (jogadores que, depois, vestiram preto e branco). Réver era o zagueiro. Fábio Santos – ainda com cabelo – também estava em campo. Outros atletas defenderam a camisa tricolor naquele dia e também passaram pelo Atlético na sequência da carreira: Rafael Marques, zagueiro reserva na campanha do Galo na Libertadores 2013, e Adilson (expulso naquele jogo), que encerrou a carreira no Atlético, em 2019, em função de um problema cardíaco.