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Supermercados da região têm aumento de 12% do faturamento

Por Mayara de Carvalho/ Redação

25 de fevereiro de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – O faturamento dos supermercados cresceu 12% na região em 2020. Segundo informações da Associação Mineira de Supermercados (Amis), as vendas de fim de ano fizeram o faturamento aumentar 20,3% entre os meses de novembro e dezembro do ano passado. Em Minas, o crescimento foi de 10,97%. De acordo o vice-presidente regional da Amis, Jeronimo Pereira Machado, a expectativa para 2021 é de aumento de 15%. A pesquisa também mostrou que na comparação do mês de dezembro de 2020 com dezembro de 2019, o crescimento na região foi de cerca de 16%.


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De acordo com o gerente comercial de supermercado em Passos Marcos de Simone Silveira, o crescimento apresentado foi nominal, sem descontar a inflação do período (4,52%).

O crescimento tem se dado muito em relação à variação de preços. Neste ano de 2020, tivemos uma alteração muito grande nos itens básicos e foram esses produtos que impactaram no faturamento, contudo crescemos em reais mas deflacionados”, disse ele.

Segundo Silveira, já no início de janeiro os preços começaram a apresentar uma leve queda.

Do meio do ano passado para cá, a pandemia de covid-19 influenciou muito. Além disso, tivemos a alta do dólar, que fez com que o mercado externo fosse mais interessante. O preço do arroz, que chegou a R$29,90, é um exemplo. O alimento é um dos que exportamos para outros países e o consumidor interno acaba pagando a conta. Hoje, o pacote de 5kg do arroz já baixou um pouco, está a R$24, o que significa 19% mais barato”, afirma.

Para o gerente, o auxílio emergencial pago pelo Governo Federal no ano passado ajudou a população e os comerciantes.

Foi importante para não deixar as vendas caírem demais. A expectativa é de que o governo vá, de alguma forma, auxiliar o pessoal que teve renda comprometida, pois isso afeta muito nosso faturamento”, contou. Segundo Silveira, outro fator que impactou foi o preço das carnes bovina e suína.

Tivemos, de julho para cá, altas seguidas muito fortes. Nosso açougue é uma parte importantíssima da empresa e vimos mudança nos números em relação às vendas desses alimentos, contudo, não faturamos mais, o preço é que ficou mais alto e quando sobe na Bolsa de Valores, sobe no frigorifico e no mercado”, disse.