Destaques Do Leitor

Sua Excelência, o eleitor

14 de novembro de 2020

Pois é Cícero Carlo Maia (Do Leitor, edição de 11/11/2020), que democracia é essa onde o eleitor é obrigado a votar?
Acho comigo, que se não fosse assim, muito pouco candidato seria eleito. Eu já voto a 48 anos e nunca vi uma promessa cumprida ou um candidato que falasse a verdade. Todos correm ao interesse próprio, sem se importar com o cidadão. Tomei uma atitude polêmica; não votarei nas duas próximas eleições, pagarei a multa de R$ 3,51, valor tabelado pelo TSE por todos os participantes nesse processo de escolha eleitoral. Valor pelo pacote fechado, o que alguns centavos (?) por cada um. E olhe que ainda é caro. Na terceira já terei(?) 70 e estarei livre disso.

Donizete Caio – Passos/MG


Guedes joga toalha

Paulo Guedes, sem conseguir entregar o que prometeu quando assumiu o ministério da economia, frustrado, e jogando a toalha, agora, como terrorismo fiscal, diz que, se não for equacionada situação da dívida pública, como do défict fiscal que neste ano deverá ficar em torno de R$ 1 trilhão, corre-se o risco de uma hiperinflação, no País. É bom lembrar que a expectativa inflacionaria do BC, para esse ano é de 3,02%. E para 2021, 3,11%. Neste sentido, Guedes, que prometeu também, que, com programa de privatizações o governo iria arrecadar R$ 1 trilhão, e, que, até aqui o resultado é pífio, deveria estar mais preocupado em não embromar e definir no Congresso, as prioridades para equacionar a tal dívida e alavancar o crescimento econômico.

Porém, o governo que representa, de Jair Bolsonaro, que não tem projetos para a Nação, estimula seus aliados no Congresso, para obstruir votações. Para o qual, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está cansado de fazer esse alerta. Que, inclusive, com esta lenga, lenga, do Planalto, pode ficar sem votar até o inadiável Orçamento da União, de 2021. Ora, a inflação que subiu bem neste ano, foi em função do caos da atividade produtiva nesta pandemia. E com estoques baixos, falta insumos, e alta do dólar, os preços dos produtos, principalmente básicos subiram muito. Porém, a expectativa é que, com a normalidade da atividade econômica, nos próximos meses esse quadro inflacionário arrefeça. Mesmo porque, o consumo não será elevado até pela ausência de um novo programa de ajuda emergencial para 65 milhões de brasileiros. Chega de terrorismo econômico…

Paulo Panossian – São Carlos/SP