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Solicitação para seguro- desemprego aumenta 76%

Por Laura Abreu / Especial

19 de Maio de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

PASSOS- O número de requerimentos para o seguro-desemprego na região aumentou 76,27% na segunda quinzena de abril de 2020, face ao mesmo período de 2019. Houve, também, um acréscimo de 1.446% no número de solicitações pela internet, comparando de janeiro a abril de 2019 e 2020. A pandemia do novo coronavírus (covid-19) e seus reflexos na economia são fatores que podem explicar o crescimento.

Segundo dados do Painel de Informações do seguro-desemprego da Secretaria do Trabalho, nas cidades da região, houve um aumento na quantidade de requerentes ao benefício na segunda quinzena de abril de 2020. Em 2019, foram 569 requerimentos. Já em 2020, o número saltou para 1.003, um crescimento de 76,27%. Quando comparado o total de solicitações de janeiro a abril, houve uma diminuição de 5,89%, sendo que, em 2019, foram 4.662 requerimentos e, em 2020, o número caiu para 4.387.

Mais um dado expressivo é o número de solicitações feitas pela internet. Em 2019, foram apenas 100 solicitações realizadas pela web, já em 2020, o número saltou para 1.546, representando um aumento de 1.446%. A segunda quinzena de abril de 2020 também registrou o maior número de requerentes que solicitaram pela internet em todas as cidades. Em Passos, por exemplo, o número foi de 122, na primeira quinzena de abril, para 253 na segunda. A elevação de uma quinzena para outra pode ser um reflexo do isolamento social, imposto devido à pandemia da covid-19.

Para o presidente do Sindicato dos Contabilistas de Passos e região, Antônio de Pádua Cardoso, os reflexos econômicos da pandemia do coronavírus podem explicar esse aumento nas solicitações. Com o fechamento de alguns setores e sem previsão de retorno, várias atividades foram diretamente impactadas, como o turismo, eventos, alimentação (o setor está funcionando apenas por delivery em várias cidades) e construção civil. Por isso, vários estabelecimentos diminuíram o quadro de funcionários.

Além disso, há também um cuidado dos consumidores para evitar gastos, o que faz a venda dos comércios em geral caírem e, consequentemente, há aumento nas demissões. Quanto à previsão para o resto do ano, Cardoso disse que o cenário ainda é incerto.

Tudo vai depender da evolução da pandemia da covid – 19, que, no caso da nossa região, ainda está no começo. Caso o quadro se agrave e venha a ter um isolamento maior, sim, deverá haver mais demissões. Mas a grande maioria dos empresários da nossa região, hoje, já diminuiu o número de funcionários para o mínimo necessário. É bom lembrar que o seguro-desemprego é um paliativo, pois ele substitui parte da renda do empregado por três a cinco meses, depois disso, estes dependem exclusivamente do governo para sua assistência econômica e para a geração de empregos”, finalizou.