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Soja Plus chega a Alpinópolis e Pimenta

20 de março de 2021

A mobilizadora Elisangela Vinuto e o produtor José Carlos, em Alpinópolis. / Foto: Divulgação

ALPINÓPOLIS – O Programa Soja Plus, criado há 10 anos pela Associação Brasileira das Indústrias de óleos Vegetais (Abiove), é desenvolvido em vários estados. Em Minas, desde 2014 o Sistema Faemg/Senar/Inaes aderiu à causa e, nesse período de oito anos, orientou 207 produtores. A área de atuação em Minas Gerais é crescente e abrange 169.030 hectares de área em produção, conforme dados da Abiove.


O que você também vai ler neste artigo:

  • Novos produtores
  • Pimenta
  • O Programa
  • As boas práticas na produção rural garantem mais vendas

Na regional do sistema em Passos o programa contemplou, em 2021, os municípios de Alpinópolis e Pimenta. Com área de plantio de 982 ha e 3.265 ha, respectivamente, o Soja Plus vai atender nove produtores nessa primeira etapa. A sustentabilidade é o foco principal do programa com assistência técnica para as boas práticas do manejo, questões ambientais e econômicas mais a qualidade do produto. Todas as questões relacionadas ao processo como a segurança no campo, saúde, e questões ambientais são orientadas pelo supervisor técnico Reinaldo Borges Mendes.

Preocupar com a saúde e a segurança no trabalho do colaborador da fazenda, além de gerar um ambiente seguro e agradável, gera também maior produtividade; o que impacta consequentemente no custo de produção. O Soja Plus visa esses dois lados”, Caio Coimbra Coordenador Técnico do Soja Plus Minas.

Novos produtores

A cultura da soja que tem ciclo rápido ebom valor da commodity tem conquistado até mesmo os cafeicultores. Um desses exemplos é o produtor José Carlos de Paula, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Alpinópolis. A propriedade dele, Fazenda Canaã, foi uma das contempladas pelo Programa. Com 110 hectares de área e 70 hectares em soja, o produtor pretende aumentar a área de plantio. Além da soja ele também trabalha com pecuária de leite e café.

Mesmo conhecendo as ações de proteção que devem ser desenvolvidas na fazenda, José Carlos destaca que nem sempre consegue conhecer toda a legislação e, assim, cumprir todas as recomendações. Ele seguiu todas as orientações do supervisor e adequará a sua propriedade com foco nas questões de segurança e sustentabilidade.

Muitas questões nós até sabemos, mas com a correria do dia a dia não conseguimos parar para analisar e implementar. Agora, com essas explicações e orientações, vamos nos adequar”. Em Alpinópolis cinco fazendas foram contempladas na primeira etapa do Programa.


Pimenta

No município, o Programa vai atender quatro produtores. Entre eles o Maycon Rodrigues Costa, da fazenda Campo Alegre. Com 40 hectares de área plantada, Maycon destaca a importância das orientações recebidas. “Eu já conhecia parte das orientações, pois sou técnico em segurança, mas faltava, não sabia de todas. Destaco como prioridade o manuseio dos defensivos, a sinalização, a segurança com as máquinas e a prevenção de incêndios”. Maycon relata que já iniciou as adequações apontadas pelo técnico como o armazenamento de defensivos e destaca todas as orientações para se evitar incêndios.


O Programa

O Soja Pus foi apresentado aos produtores de Alpinópolis e Pimenta em 2020. Na visita inicial, ocorrida em fevereiro e março/2021, é realizado um checklist junto com o produtor para a criação de um diagnóstico da propriedade, que analisa áreas de risco e as adequações conforme a legislação vigente. São avaliadas as áreas de armazenagem de agrotóxicos, alojamentos, refeitórios, descarte de embalagens, sinalização, entre outros.


As boas práticas na produção rural garantem mais vendas

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

MONTE SANTO – A produtora Sueli Aparecida Ferreira de Monte Santo de Minas é mais um dos exemplos de que bons produtos têm venda garantida. Moradora do Sítio Recanto dos Passarinhos, no bairro rural da Lagoa, ela se capacitou nos cursos do Sistema Faemg/Senar/Inaes realizados pelo Sindicato Rural. A partir da capacitação seus queijos e doces conquistaram mais clientes.

Eu produzia à minha maneira. Com a instrutora Lorraine Soares aprendi os processos, as medidas corretas, o que gerou economia. No caso dos doces, por exemplo, eu não precisava usar a quantidade de açúcar que usava”.

Com a capacitação, Sueli também conseguiu elaborar o seu custo de produção e os valores ficaram mais justos, o consumidor ganhou na qualidade do produto.

Eu cobrava menos pelo produto, mas era um doce forte. Hoje, o consumidor paga mais, mas consome um doce de melhor qualidade, mais suave”.

Sueli mora na zona rural e comercializa na própria comunidade. Trabalha por encomenda e a propaganda segue pelo whatsApp, facebook e boca a boca. “É comum as minhas clientes publicarem elogios aos meus produtos nas suas redes sociais”.

Ela também respeita a sazonalidade dos produtos, pois trabalha com o leite e as frutas produzidas na sua propriedade. O que ela mais comercializa é o doce de leite em pedaços, mas também produz doce de leite com amendoim, doces de cidra, figo e abóbora. Com essa produção ela garante uma renda extra para a família e não fica sem dinheiro.

Eu produzo o que os meus clientes querem no momento, nesse período por exemplo, que temos milho verde, vendo mais queijos para a produção de pamonhas“.