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Sette Câmara diz que torce para Cruzeiro seguir na corda bamba

13 de Maio de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

BELO HORIZONTE – O presidente do Atlético-MG tomou parte do seu tempo para falar sobre a situação do Cruzeiro. Sérgio Sette Câmara afirmou que já sabia que a crise no rival iria explodir em algum momento pelos elevados gastos, disse que a atual gestão da Raposa é séria, mas que sempre deseja o rival na “corda bamba” e “respirando por aparelhos”. As declarações do presidente atleticano foram concedidas ao canal do jornalista Jorge Nicola, no Youtube.

Sette Câmara citou detalhes que o fizeram acreditar que o Cruzeiro teria problemas financeiros rapidamente. Uma delas foi a folha salarial. Ano passado, estima-se que a Raposa chegou a ter um custo de R$ 16 milhões com atletas mensalmente.

(A folha do Cruzeiro) chegou (a ser o dobro da folha do Atlético). O Elias era o jogador que tinha o maior salário no Atlético. Não vou falar número, mas posso dizer que o Cruzeiro tinha pelo menos uns 10 ou 12 jogadores que ganhavam mais do que ele. Era uma coisa que a gente via que ia explodir. Era uma questão de tempo” disse o dirigente atleticano.

Sette Câmara disse que outro indício era o fato de que as receitas de Cruzeiro e Atlético são geralmente semelhantes e, por isso, no entender dele, não havia motivo para o rival estar gastando muito acima em termos de salários. Ele relembrou o ano de 2018, quando iniciou o mandato no Galo, e a Raposa foi campeã da Copa do Brasil.

“Quando eu estava no início do meu mandato, eu passei muita dificuldade, porque o Cruzeiro contratou, contratou. Já vinha com um time bem montado da gestão anterior. Praticamente o primeiro ano do Cruzeiro (na gestão Wagner Pires) eles fizeram pouquíssimas contratações. Eu me lembro que o time que jogou aquela partida contra o Corinthians tinha um jogador só que não era do elenco anterior. Eu, como gestor do Atlético, como presidente, peguei meu rival maior surfando uma onda. Só que os valores que estavam sendo pagos, os salários, eu olhava e falava: “Cara, isso não pode dar certo”. Porque nossas receitas são muito parecidas. Lógico que o Atlético tem um pouco mais, porque tem uma torcida maior. Mas a receita de televisão e outras receitas são muito parecidas. Eu olhava e pensava: “Não tem cabimento os caras estarem com uma folha que é o dobro da minha” comentou.