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Sem jogos, adesões ao programa Galo na Veia diminuem

13 de abril de 2020

BELO HORIZONTE – Após alcançar 30% da primeira meta de sócios para o novo Galo na Veia em uma semana, o Atlético, agora, sente os reflexos da pandemia do novo coronavírus. Com o avanço da dovid-19 e a consequente paralisação dos campeonatos no futebol brasileiro, o ritmo das adesões ao programa caiu significativamente.

O reformulado Galo na Veia foi lançado em 10 de março, há pouco mais de um mês. Apenas seis dias depois, a Federação Mineira de Futebol suspendeu o Campeonato Mineiro por conta do risco de disseminação do coronavírus no estado. Assim, as partidas do Atlético – principal atrativo do programa de sócios – não têm hora para voltar a ser disputadas.

Antes da pausa, a primeira meta estabelecida pela diretoria alvinegra era conseguir 30 mil associados até o Campeonato Brasileiro, que começaria a ser disputado dali a dois meses, em maio. De acordo com o responsável pelo programa, Américo Rincon, o clube alcançou cerca de 30% do objetivo até a paralisação do dia 16 de março. Esse percentual equivale a aproximadamente 10 mil associados.

“É lógico que a gente sentiu os efeitos da pandemia, como todo mundo, como todos os segmentos do mercado. O futebol também sentiu, porque teve a principal atividade parada, que são os campeonatos e jogos. Mas o plano não mudou. Nossa estratégia continua a mesma, até porque os planos foram alinhados com uma visão muito maior”, disse Américo, em entrevista.

Compensação aos sócios

Segundo Américo, apesar de o ritmo de adesões ter caído, ainda não houve perda significativa no número de sócios torcedores em função de eventuais desistências ou falta de pagamento. “Por enquanto, não estamos tendo problemas com sócios desistindo. É lógico que, às vezes, um ou outro (desistem). Mas é um número muito pequeno. Estatisticamente, não temos ainda essa curva mostrando isso”, garantiu.

Para manter a base de sócios, o Atlético planeja compensar aqueles que aderiram ao programa na fase inicial e, por conta da pandemia, não conseguiram usufruir dos benefícios, como as prioridades na compra de ingressos para jogos. Ainda não há ações definidas, mas o clube pensa em ampliar a validade dos contratos de associações ou disponibilizar outros benefícios.

“Isso se ajusta na extensão do contrato atual de cada sócio ou outros benefícios. São várias medidas que a gente pode tomar, mas falar nisso agora é prematuro, porque a gente ainda não sabe quanto tempo isso vai permanecer ou não. É só esperar uma perspectiva mais clara. Não vamos deixar o sócio insatisfeito por conta disso”, disse Américo.
“A gente acha que tão logo a gente retorne com o futebol, a gente tem como ajustar a situação, tentar criar uma compensação para o sócio que já aderiu e buscar de novo um entusiasmo para o torcedor com a volta das competições”, completou