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Seguro residencial em alta

16 de outubro de 2020

A pandemia provocada pelo coronavírus trouxe mudanças significativas para a vida das pessoas. O isolamento social, inclusive, despertou uma preocupação com a proteção patrimonial, afinal, com mais tempo dentro de casa e, consequentemente, mais atividades internas e maior uso de equipamentos, os brasileiros passaram a ficar atentos aos risco de acidentes domésticos. Com isso, a busca por seguros residenciais cresceu 21% em junho, na comparação com maio desse ano, e 8,87% ante junho do ano passado, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).


O que você também vai ler neste artigo:

  • Proteste alerta
  • O que são?
  • Principais diferenças
  • Cobertura básica

Proteste alerta

Por conta desta demanda, a Associação de Consumidores – Proteste alerta os consumidores sobre os cuidados antes de assumir este tipo de contrato. O primeiro passo é saber exatamente o que precisa ser protegido, o valor do bem e quais são as coberturas necessárias. Depois, contratar uma seguradora confiável. A Proteste esclarece sobre as principais diferenças entre eles. Entenda como funcionam o seguro condomínio e o seguro residencial:

O que são?

Seguro condomínio: é um seguro obrigatório previsto pelo Código Civil (Art. 1.346), que deve possuir as coberturas contra os riscos de incêndio ou destruição, total ou parcial. Esta obrigatoriedade vale para os condomínios verticais ou horizontais. Seguro residencial: é contratado de forma opcional pelo consumidor, portanto, não existe nenhuma previsão legal de obrigatoriedade na contratação. Este seguro pode cobrir apenas os prejuízos causados ao conteúdo do imóvel, apenas ao prédio ou a ambos.

Principais diferenças

Finalidade principal do seguro: o seguro condomínio busca proteger toda a unidade autônoma do prédio e as partes comuns do condomínio contra os riscos total e parcial de incêndio/raio e explosão. A cobertura para as unidades autônomas garante apenas a indenização dos prejuízos causados à estrutura física (parede, pisos, tubulação elétrica e hidráulica, acabamento e pintura). Já o conteúdo do imóvel (móveis, roupa, eletrodomésticos, eletrônicos e etc) não é coberto. Em contrapartida, o seguro residencial é contratado quando o consumidor busca proteger a construção do imóvel (paredes), o mobiliário e os equipamentos eletro/eletrônicos (conteúdo). Em ambos os casos, há exclusões semelhantes, no entanto, o que influencia na precificação são itens distintos, afinal o conteúdo das unidades autônomas não é considerado na estimativa de indenização feita pelo corretor.

Cobertura básica

Em ambos os produtos existe a cobertura básica, para os riscos decorrentes de incêndio, queda de raio dentro do terreno segurado e explosão de qualquer natureza. Caso o contratante tenha interesse é possível encontrar coberturas adicionais.