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Secretaria não tem plano sobre morador de rua e prevê agravamento

5 de março de 2021

Foto: Mayara de Carvalho

PASSOS – A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda da Prefeitura de Passos não tem uma política exclusiva para o enfrentamento do problema provocado pelo elevado número de pessoas em situação de rua na cidade e que não cogita fazer uma campanha para que o cidadão não dê esmolas. A informação é da titular da pasta, Tatiane Capute Ponçancini. Segundo ela, o problema deve aumentar:

Estamos vivendo uma situação de cidade grande. Estamos crescendo e podemos, sim, esperar que todos teremos mais situações como essa. Eles vão vir para cá, aí, se vão embora ou não, é outra história”, disse.


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Ela compareceu na quarta-feira, 3, a uma audiência na Comissão de Saúde e Ação Social da Câmara Municipal de Passos. E um dos temas abordados na reunião foi a questão das pessoas em situação de rua, fato que tem sido motivo de reclamações por toda cidade. O vereador Dirceu Soares, presidente da comissão, coordenou os trabalhos e participaram da reunião os vereadores Alex Bueno, Francisco Sena, Aline Macedo, Maurício Silva, Luiz Carlos do Souto Júnior e Michael Silveira.

O centro de referência trabalha com a construção do indivíduo, como retorno para esse vínculo totalmente rompido. O que fazemos é atender esses transeuntes, migrantes com passagens de retorno ao destino, se assim for o desejo da pessoa” disse a secretária.

Segundo ela, 34 passagens foram ofertadas no mês de janeiro e 35 em fevereiro para que esses cidadãos pudessem retornar para suas casas.

Mas não temos essa campanha de não dar esmola. É mais moral que social. As pessoas dão se quiserem e não é uma obrigatoriedade de políticas públicas”, falou.

A vereadora Aline Macedo defendeu a necessidade de uma campanha para que a população não dê esmolas, assim como é feito campanha contra trabalho infantil, violência doméstica, como já foi feito no passado. Luiz Carlos do Souto Júnior comentou que a situação dos migrantes e pessoas que estão morando nas ruas têm perturbado o comércio de Passos, com ameaças aos cidadãos e aos idosos, que acabam dando dinheiro por medo: “Todos sabem do homem que foi esfaqueado por moradores de rua outro dia”, disse o parlamentar.

Em resposta aos questionamentos, a secretária disse que o problema não é local. “Estamos vivendo uma pandemia. A população está pobre, miserável. Não estou falando, estou mostrando. Com o retorno das emergenciais, a tendência é não ver as pessoas na rua da forma que temos visto hoje. Temos desemprego, perda de trabalho autônomo. Temos profissionais, açougueiro, pedreiro. São profissionais. Precisamos abranger e abrir o pensamento para essa política pública que é complexa”, desabafou.