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Santa Casa e Sírio-Libanês fazem parceria em projeto de comunicação com pacientes

27 de janeiro de 2021

O Hospital Sírio-Libanês destinou 10 tabletes para que familiares pudessem conversar com os pacientes internados ou com a equipe médica responsável. / Foto: Divulgação

PASSOS – A Santa Casa de Misericórdia de Passos (SCMP) foi uma das instituições agraciadas pela iniciativa ‘Conectando Vidas’, desenvolvida em parceria com o Hospital Sírio-Libanês por intermédio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi – SUS), do Ministério da Saúde. A iniciativa visa facilitar a comunicação entre pacientes, familiares e equipes médicas, promovendo visitas familiares virtuais e boletins médicos virtuais por meio de vídeo chamadas.


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O Conectando Vidas foi implementado em hospitais de referência em atendimento covid-19 como a Santa Casa de Passos. No entanto, quando havia queda na ocupação de leitos covid da instituição, a iniciativa era expandida a outras alas hospitalares.

O Hospital Sírio-Libanês destinou 10 tablets para que familiares pudessem conversar com os pacientes internados ou com a equipe médica responsável pelo caso. As assistentes de atendimento Natasha Moreira de Castro Oliveira e Leidilene Rita Ferreira de Oliveira foram as responsáveis por apoiar a iniciativa na SCMP.

As assistentes descreveram que a experiência de acompanhar a iniciativa traduziu o significado da palavra humanização.

Muito além de crescimento profissional, crescemos enquanto ser humano e entendemos a importância tanto para o paciente, quanto para o familiar, de ver um sorriso e escutar um ‘eu te amo’ do outro lado da tela”, afirmaram Natasha e Leidilene.

Segundo a fisioterapeuta Gabriela de Macedo Guedes, coordenadora do Comitê de Humanização da SCMP, o Conectando Vidas reduziu a ansiedade das famílias por notícias de pacientes internados.

“Nestes três meses de atuação na Santa Casa, o Conectando Vidas encurtou distâncias, estreitou laços e reforçou o quanto o envolvimento de familiares é fundamental no processo de recuperação dos pacientes”, analisou Gabriela.

Sentir-se mais perto da família foi uma das motivações para a paciente Suzana Silveira Lemos Moraes, de 53 anos, que tratou uma doença neurológica na instituição.

Este é um recurso que veio para ficar. Vejo a diferença que fez poder falar com aqueles que amo, mas que não podem estar comigo neste momento. Quando a gente fica doente, quer estar com a família e o Conectando Vidas nos deu esta oportunidade de estar presente sem estar ao lado fisicamente”, refletiu Suzana.

Já a gerente do projeto pelo Sírio-Libanês, Carina Tischler Pires, afirma a importância da comunicação durante o cuidado destes pacientes:

Colaboramos para diminuir o sofrimento causado pelo isolamento entre as pessoas internadas e suas famílias. Outro ganho foi a humanização: essa proximidade das equipes de saúde com as famílias e com a própria história de vida dos pacientes se mostrou fundamental durante o cuidado”, disse.