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Santa Casa de Paraíso testa máscaras anticovid

14 de Maio de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

S.S. PARAÍSO – Com o aumento do número de internações de pacientes contaminados com o novo coronavírus em todo o mundo, os hospitais estão buscando soluções baratas e eficientes em casos de superlotação de suas Unidades de Terapias Intensivas (UTI’s). E pensando nessa possibilidade, a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso está testando um tipo de respirador produzido através de máscaras de mergulho adaptadas que pode ajudar as pessoas com sintomas mais graves de Covid-19.

De acordo Maria Aparecida Cerize, coordenadora de fisioterapia da Santa Casa, os respiradores feitos máscaras de mergulho foram criados para auxiliar médicos e hospitais em situações de emergências, diminuindo a demanda por ventiladores mecânicos destinados ao tratamento de pacientes diagnosticados com a Covid-19.

A iniciativa surgiu na Itália, um dos países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus e que não tinha respiradores artificiais para atender todos os seus doentes. “É um recurso alternativo para a falta dos respiradores. Pra ser utilizado, você tem que ter critérios médicos e clínicos para ventilação não invasiva para pacientes leves, para que evite entubação e libere respiradores para pacientes em casos mais graves”, disse Cidinha.

O hospital paraisense recebeu os equipamentos para testes através do projeto denominado “Motirõ”, que consiste em uma parceria entre voluntários, apoiados por empresas e instituições, que se reuniram para encontrar soluções e recursos a fim de lidar com a crise provocada pela covid-19. “Esse nome vem do Tupi-Guarani e significa ‘reunião de pessoas para colher ou construir algo juntos, uns ajudando os outros’”, explicou.

Além da Santa Casa de Paraíso, as máscaras adaptadas foram testadas em Campinas, São José dos Campos e em outros hospitais da região Sudeste. “Nós recebemos o primeiro protótipo, fizemos as avaliações, respondemos questionários técnicos de vazamento, de segurança, da fixação dos ganchos. Depois, recebemos os três no dia 18 de abril, fizemos os novos testes nos colaboradores”, contou a fisioterapeuta.

Ainda de acordo Cidinha Cerize, uma das vantagens da máscara adaptada é a segurança, uma vez que ela diminui o risco de vazamento para o paciente e também para os profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate a Covid-19. Porém, o uso não elimina a necessidade de outros equipamentos de proteção.

Os hospitais que participam do projeto aguardam, agora, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emita uma homologação provisória para que o equipamento seja liberado para uso em pacientes com sintomas do novo coronavírus.

Dados divulgados pela Secretaria de Saúde de Paraíso na tarde de terça-feira, 12, apontaram que o município tem seis casos confirmados do novo coronavírus, sendo uma morte. Há, ainda, 344 notificações, 36 casos descartados após exames e 40 casos em monitoramento. Dos 30 leitos reservados na Santa Casa, dois são ocupados por pacientes com sintomas suspeitos de covid-19.

O hospital paraisense
recebeu os equipamentos
para testes através do
projeto denominado “Motirõ” / Foto: Divulgação