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Safra do café da região entra na reta final da colheita

Por Nathália Araújo / Redação

19 de setembro de 2020

A exportação de café no brasil alcançou 145,8 mil toneladas. / Foto: Marcelo Camargo/ABr.

PASSOS – O período de colheita nas lavouras de café está cada vez mais próximo do fim, já que, conforme o Sindicato dos Produtores Rurais de Passos (SinRural), cerca de 95% da safra da região já está em processo de preparação para ser vendida ou entregue. Os produtores estão empolgados com as margens de lucro, pois o grão recebeu boas avaliações ao longo do ano e segue com preços firmes. De acordo com o Centro de Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCC-MG), na sexta-feira, 18, a cotação do produto tipo 1 ficou em R$554,52.

Enquanto muitos reclamam da alta do dólar, o engenheiro agrônomo Luciano Piza explica que isso tem sido positivo para os cafeicultores. Ele, no entanto, pondera que a próxima safra pode não ser muito produtiva devido à queda nas temperaturas durante o início da colheita deste ano, época em que os produtores já começam a preparar o solo e as árvores para o próximo ano.

Para garantir a qualidade dos frutos, é necessário cultivar o solo da maneira correta e, neste momento em que a colheita está na reta final, não podemos nos esquecer disso. O dólar não para de subir e precisamos aproveitar o momento. As plantas precisam de nutrientes específicos para crescerem saudáveis e, quando não realizamos os procedimentos corretos ou quando o clima não colabora, infelizmente o café é prejudicado. A minha dica é para que os produtores fiquem atentos às lavouras e, deste modo, será possível conquistar grandes lucros”, destacou o engenheiro.

Segundo João Batista Lemos, produtor de café há mais de quatro décadas, este ano o café foi um ótimo investimento. Ele revela que já está preparando os terrenos para a safra futura.

Não podemos reclamar de nada, a cotação está boa e o clima foi muito favorável. Aqui, os grãos já foram colhidos e agora estamos secando e selecionando os melhores. Vejo que é essencial ter certos cuidados com insumos, implementos e maquinários e, agora, todo esse investimento está voltando na forma de lucros ainda melhores”, contou.

Rodrigo Santos está neste mercado há cinco anos e espera que a cotação se mantenha estabilizada.

Ainda sou novo nesta área, mas minha família sempre me ensinou as estratégias para ter um bom café. No meu caso, faltou mão de obra para a colheita e precisei esperar meu tio terminar, para que então, os trabalhadores viessem me ajudar. Demorou um pouco, mas agora as coisas já estão bem encaminhadas e estou com ótimas expectativas para os negócios”, revelou o produtor.