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Saae prevê investimento de R$2,5 milhões em sede própria

Por Adriana Dias / Redação

24 de Maio de 2021

Atualmente, Saae gasta R$ 96mil por ano com locação do imóvel, diz Esmeraldo. / Foto: Ézio Santos

PASSOS – O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), autarquia da Prefeitura de Passos, atua no município há 60 anos, foi criado em 25 de novembro de 1960. Nestas seis décadas, sempre teve suas sedes em espaços alugados. Atualmente, gasta R$96 mil com locação do imóvel onde funciona o centro administrativo, que fica na Praça da Matriz. Porém, o novo diretor, que assumiu em janeiro, Esmeraldo Pereira Santos, disse ser um desperdício de dinheiro público uma vez que existem verbas para a construção de sede própria na ordem de R$2,5 milhões.

Conforme explicou o diretor, as negociações para uma área têm sido realizadas entre a autarquia e a prefeitura.

Como existe um débito anterior a 2015 da administração municipal para com o Saae, nós estamos buscando fazer a quitação deste débito, que atualmente está na média de R$300 mil e já foi de R$1,2 milhão, pedindo em contrapartida a cessão de uma área de 2.300 m2 que fica na Avenida José Caetano de Andrade para podermos investir na sede própria e o órgão tem recursos para a construção. Já passaram por vários lugares, está na hora de ter um espaço próprio”, garantiu Santos.

A ideia é a construção de um centro administrativo do Saae, uma vez que a maioria dos locais da autarquia são em áreas próprias, tais como a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), a Estação de Tratamento de Água (ETA), o setor de manutenção, mas a sede administrativa, que conta com 30 servidores, é alugada.

Pagamos um valor considerável de aluguel, e é um valor continuado, ano após ano. Imaginando que daqui 50 anos o Saae vai continuar prestando os serviços em Passos, participando da vida das pessoas, continuar coletando a água, tratando esgoto e água, não é justo que se pague aluguel. Ainda com a incerteza de o proprietário do imóvel poder pedir o prédio. E, mais ainda, temos aqui espaço que nos atende, mas com muito improviso, não são salas ideais, como se fizermos um projeto especialmente para atender às necessidades dos nossos colaboradores. E ainda assim, o local que estamos negociando não fica tão distante da região central”, salientou o diretor.

Para Esmeraldo Santos, o Saae precisa de um espaço para almoxarifado e, principalmente, um estacionamento.

Aqui no prédio atual existe esta dificuldade com relação ao estacionamento. É numa área bem central, mas, fica devendo por não ter local para nossos clientes estacionarem seus veículos. Muitos precisam resolver questões e têm que pagar área azul ou parar o carro longe da sede. Na pandemia mesmo, nosso setor de atendimento ao público é acanhado, e isso prejudicou ainda mais, porque podemos deixar entrar uma pessoa por vez, o que demora”, disse.

Conforme informou Santos, a negociação é satisfatória tanto ao Saae quanto à prefeitura.

Todo o patrimônio do Saae é do município. O valor deste terreno sairia bem mais em conta do que o valor de mercado, o que é interessante para nós e também para a prefeitura que não pode vender este espaço. Não existe prejuízo”, explicou.

A Folha apurou que o valor de mercado de um terreno deste porte sairia em média por R$1,3 milhão. Sobre a obra, está em fase de licitação do projeto e o Saae estima em R$2,5 milhões para a construção, sendo que a autarquia tem este recurso próprio em caixa para fazer e deve dar início neste ano.

Queremos no máximo até o meio do ano de 2022 inaugurar esta obra. Sou entusiasta das tecnologias e vejo que o Saae de Passos ainda está um pouco acanhado. Precisamos prepará-lo para o futuro que a população daqui merece”, finalizou Esmeraldo Santos.


Prefeitura aguarda parecer da Procuradoria do município, diz secretário Edson Martins

PASSOS – O secretário municipal de Planejamento, Edson Martins, informou na quarta-feira, 19, que o processo de negociação está em análise com a Procuradoria do Município em fase já bastante adiantada, aguardando apenas os pareceres sobre as possibilidades de qual modalidade de alienação a ser adotada.

A dívida foi relativa ao fornecimento de água e esgoto referente aos imóveis do município no período de set/2011 a ago/2013, e por um entendimento do órgão regulador do Saae iniciou a cobrança a partir de então. Foi feito um acordo e parcelado, hoje esta dívida é de aproximadamente $330 mil. E, desta dívida o atual diretor do Saae manifestou interesse em ter a sede própria. Por ser uma autarquia municipal o executivo entende válido o pleito, por desonerar o aluguel. Iniciamos o processo administrativo que está com vistas para a Procuradoria para apreciação e tendo viabilidade, definir como será feita esta alienação onerosa. O que está sendo estudado é a possibilidade de se fazer a dispensa desta dívida”, explicou Martins.