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Romilson Madeira lança ‘Crônicas de uma nota só: O Futebol’

Por ADRIANA DIAS / Da Redação

19 de setembro de 2020

Jornalista e publicitário Romilson Madeira lança neste sábado, 19, às 17h em uma live, o livro em formato de e-book. / Foto: Divulgação

Tudo começou em Passos. Ao ser convidado para escrever crônicas no Blog do jornalista Ézio Santos, o também jornalista e publicitário Romilson Madeira iniciou uma série de textos específicos sobre futebol, uma de suas paixões. Após 10 anos, parte deste material foi selecionada e se transformou no livro ‘Crônicas de uma nota só: O Futebol’. O lançamento acontece neste sábado, 19, às 17h em uma live da obra que, inicialmente, será vendida como e-book.
A live será uma roda de conversa no Facebook no https://www.facebook.com/sergio.kodato, com o próprio Sérgio Kodato, o autor Romilson Madeira, Flávio Luiz Zeoti, Luís Eblak e Alexandre Reis.

No convite virtual em forma de vídeo para a live, o filho de Romilson Madeira, o estudante de Jornalismo Juan Madeira narrou: “Ah, o Futebol! Amado em todo o mundo. Que tanto nos traz alegria e satisfação. Por vezes é uma esperança para o nosso povo. O mesmo que nos faz chorar e nos enfurece. Nas vitórias e derrotas: emociona. De todas as maneiras possíveis, emociona. Acontecimentos e reflexões sobre o esporte, que tanto os brasileiros admiram, juntos em crônicas. As crônicas de uma nota só quando literatura e jornalismo se encontram no esporte”.
‘Crônicas de uma nota só: O Futebol’ tem 140 páginas, com 40 crônicas e tem a ilustração de capa produzida por Michael Josh. A apresentação do livro é feita pelo jornalista e professor universitário Luíz Eblak.

Destaco como a grande estrela das crônicas “A pátria dos volantes”, um claro diálogo com o mundo rodriguiano da pátria de chuteiras e com o tal “futebol feio” herdado pela Copa de 82. Nela, Romilson aponta a inversão de valores que tomou conta do futebol brasileiro há algumas décadas. Sempre marcado pela ofensividade, pelas belas jogadas, triangulações e ótimas assistências, o futebol tupiniquim primava pelas grandes seleções lideradas por craques como Garrincha, Pelé, Zito, Rivelino, Zico e Sócrates. Nesses times, até os defensores eram jogadores que sabiam jogar bola para frente – como Djalma e Nilton Santos, Carlos Alberto, Luis Pereira e Oscar. Sobretudo depois da derrota na Copa de 1982 – aqui peço licença a uma opinião, minha –, o futebol brasileiro iniciou um processo de “volantização” que não mais acaba. Se antes, o destaque do time era o atacante e o meia que decidiam as partidas, hoje, a prioridade está na defesa, no volante que mata as jogadas”, escreveu Eblak.

No que seria o prefácio, neste caso chamado de Preliminar, o professor universitário, escritor e, principalmente, futebolista imaginário Amir Abdala.

Arrisco-me a dizer que, nos escritos não é Romilson que nos fala de futebol, mas sim o futebol que se pronuncia na prodigalidade de suas crônicas, como nos sonhos de seu Joelson. Seu Joelson? Personagem citado pontualmente no livro. Desconfio, porém, que é presença invisível em todas as linhas dessas crônicas. Seu Joelson? Um octogenário que, como muitos de nós, frequentemente sonha que está jogando futebol”, salientou a respeito do filho de Joelson Duarte Madeira. O livro pode ser adquirido na página do Instagram @cronicas.ofutebol por R$15.