Destaques Política

Rodrigo Pacheco oficializa saída do Democratas para se filiar ao PSD

23 de outubro de 2021

Rodrigo Pacheco, presidente do congresso nacional, anunciou sua decisão de filiar ao partido social democrático (PSD)./ Foto: Divulgação.

BRASÍLIA – O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, anunciou, nesta sexta-feira, 22, a decisão de se filiar ao Partido Social Democrático (PSD). No comunicado pelas redes sociais, o senador mineiro externou sua gratidão e respeito ao Democratas, na figura do presidente da legenda, ACM Neto, pela convivência respeitosa enquanto foi filiado à sigla.

“Comunico que, nesta data, tomei a decisão de me filiar ao PSD, a convite de seu presidente, Gilberto Kassab. Agradeço aos filiados, colegas e amigos do Democratas de Minas Gerais e de todo o país o período de convivência partidária saudável e respeitosa. Meus agradecimentos especiais ao presidente ACM Neto pela atenção a mim sempre dispensada e manifesto meus votos de sucesso ao recém-criado União Brasil, na pessoa de seu presidente, deputado Luciano Bivar”, disse Pacheco.

O ato de filiação de Rodrigo Pacheco ao PSD ocorrerá na próxima quarta-feira, 27, no Memorial JK, em Brasília. Membros do PSD em Minas têm traçado paralelos entre o senador Rodrigo Pacheco e o ex-presidente Juscelino Kubitschek. De saída do DEM, o presidente do Congresso Nacional vai se filiar ao novo partido na quarta-feira, 27, em evento no memorial construído em homenagem a JK, em Brasília (DF). A escolha do local é carregada de muito simbolismo.

Segundo informações do Estado de Minas, a avaliação é que JK e Pacheco têm características políticas semelhantes. A carreira pública de ambos foi feita em Minas Gerais. Pesa a favor, ainda, o fato de o ex-presidente do país ter sido filiado ao antigo PSD, extinto pela ditadura militar. Um dos interlocutores que traça o paralelo entre ambos é Alexandre Silveira, presidente do partido em Minas.

“A chegada do senador Rodrigo Pacheco ao PSD, político jovem, que tem muitas das características do saudoso Juscelino Kubitschek, como a serenidade, o equilíbrio, o gosto pelo diálogo, nos enche de esperança”, disse ele.

Incorporar Pacheco aos quadros pessedistas era desejo do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. O parlamentar teve tempo considerável para analisar a oferta. A segunda parte da ideia do ex-prefeito de São Paulo consiste em lançar Pacheco ao Palácio do Planalto.

Em julho, Kassab disse ao Estado de Minas que o presidente do Senado é a única alternativa da agremiação para a corrida presidencial.

“Só há o Rodrigo Pacheco. É o nosso plano A, plano B e plano C. Sou muito intuitivo. Não trabalho com esse cenário (recusa de Pacheco em disputar o Planalto). Acho que o Rodrigo vai aceitar, sim, e será o nosso candidato”, avaliou.

Em setembro, Rodrigo Pacheco esteve no Memorial JK para celebrar os 40 anos do espaço e o 119° aniversário do ex-presidente.

“Juscelino Kubitschek colocou o Brasil acima de qualquer sentimento pessoal e pôde, assim, liderar um projeto de otimismo e confiança no coração dos brasileiros. Um verdadeiro projeto de país”, pontuou, à época.

Pacheco, que elogiou a natureza conciliadora de JK, tem traços similares, na visão de Alexandre Silveira. Para o dirigente, ele é esperança para a redução das desigualdades.