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Rodrigo Pacheco diz que é preciso gestão na matriz energética do país

1 de junho de 2021

Pacheco afirma que o país precisa de planejamento para lidar com a pandemia da covid-19:/ Divulgação

BRASÍLIA – O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, afirmou, nesta segunda-feira, 31, que o país precisa de planejamento para lidar com a pandemia da covid-19 e, paralelamente, para avançar no aprimoramento de matrizes energéticas, que serão de suma importância na esteira da aprovação da reforma tributária, e garantir que os efeitos da reforma na economia não sejam freados por falta de gestão nessa área vital para o desenvolvimento do país. Pacheco participou do debate “Propostas para o Brasil Vencer a Crise e Voltar a Crescer“, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Nos deparamos com perplexidade, pelo menos para mim, porque todos nós estamos discutindo aqui o crescimento do Brasil, reformas estruturantes e iniciativas dos Poderes, para que tenhamos essa retomada do crescimento. Mas, ao mesmo tempo, nos deparamos com quase uma súplica para que não haja um crescimento porque não temos condição de fornecer energia suficiente para esse crescimento no Brasil. Me perdoe, mas isso não é responsabilidade exclusiva do Congresso Nacional. Isso é uma questão de planejamento, de previsibilidade e de gestão. Nós vamos ter um problema, ao crescermos o Brasil com uma grande reforma tributária, com uma importante reforma administrativa, com os marcos legais, e nos depararmos com uma matriz energética insuficiente para abarcar as evoluções da indústria, por exemplo”, declarou.

Na última semana, o governo federal emitiu alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro em Minas Gerais e em mais quatro estados. O senador mineiro tem questionado o fato de o Ministério de Minas e Energia (MME) ter abandonado a resolução para o problema do baixo nível do espelho d’água da Represa de Furnas, localizada no Sul e Sudoeste de Minas Gerais.

O presidente do Senado destacou ainda que, atualmente, o Congresso não é entrave para o Executivo, não propõe “pautas-bomba” e não constrange o governo federal. Ao contrário, é colaborativo em todas as questões, inclusive contribuindo com o MME em relação às pautas energéticas. “Tudo quanto possível foi feito pelo Congresso Nacional. Portanto, é muito importante que o Poder Executivo dê uma resposta sobre esse tema, o que não significa desarmonia, mas apenas a exposição sobre o nosso sentimento de que fizemos nossa parte e aguardamos que o Executivo também o faça”, explicou Rodrigo Pacheco.

Furnas

O senador mineiro criticou, na última semana, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), vinculado ao MME, por levar somente em consideração a capacidade do lago de Furnas para a geração de energia no país, deixando em segundo plano a exploração do turismo, da piscicultura e da produção agrícola na região, ou seja, um conjunto dos principais potenciais do lago de Furnas. A estimativa é que cerca de 500 mil pessoas, em 34 municípios do estado, dependam das águas do reservatório. O senador mineiro ressaltou que não está faltando somente chuva, mas sim falta de respeito e empenho da pasta do governo federal para resolver esse problema que foi, em diversas ocasiões, amplamente discutido, incluindo audiências feitas no Senado.