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Réver quer recuperar vaga de artilheiro no Atlético-MG

8 de Maio de 2020

BELO HORIZONTE – Uma das maiores duplas de zaga da história do Atlético-MG teve Réver e Leonardo Silva lado a lado. As “torres gêmeas” conquistaram a Libertadores em 2013 e fizeram jogos memoráveis. Os dois grandalhões, amigos fora de campo, também dividem uma outra marca histórica do Galo. São eles os dois zagueiros que mais marcaram gols pelo clube na história. A liderança do ranking já foi de Réver, mas, desde 2015 (quando o atual capitão do Galo estava no Internacional), é ostentada por Léo Silva, que encerrou a carreira com 36 gols marcados pelo clube.

Sem Leonardo Silva no páreo, Réver, agora, reinicia a “caça” pelo número alcançado pelo ex-companheiro (hoje coordenador da equipe de transição do Galo). A missão não é simples. Réver tem 26 gols pelo Atlético, 10 a menos que Léo.

“Em relação a gol, eu brincava no dia a dia que eu estava em busca da artilharia do Leonardo Silva. Mas deixando muito claro que é merecimento dele alcançar essa marca que ele tem. Se for possível, vou tentar alcançar (risos). Fico muito feliz por fazer parte dessa artilharia de zagueiros do Atlético. Mas eu acredito que ela está em boas mãos” disse.

“(A liderança) já foi minha, ele acabou me passando nesse período que eu saí do Atlético. Ele aproveitou bem, até porque quando eu estava aqui eu não deixava, fazia o gol na frente dele. Ele esperou eu sair e retomou a liderança na artilharia” completou Réver.

Se Léo Silva tem 10 gols a mais que Réver pelo Galo e, entre eles, um dos gols mais importantes da história do clube (contra o Olimpia, na final da Libertadores), o atual capitão pode tirar onda por ter um gol mais bonito. Em 2010, em um jogo do Atlético contra o Atlético-GO, pelo Brasileirão, Réver marcou um golaço, de bicicleta.

“O gol mais bonito da minha carreira. Até porque, pra um zagueiro fazer um gol desse jeito é muito difícil. Acabei fazendo um belo gol. Tenho alguns outros gols bonitos, mas esse, contra o Atlético-GO, acredito que foi o mais bonito, sim. (…) Foi um lance de escanteio, a defesa acabou tirando a bola. Sobrou no Diego Macedo, ele fez (o cruzamento) pra área de novo. Ficou um bate e rebate, a bola sobrou, e eu acabei tendo uma grande finalização ali” lembrou.

Além dos detalhes do golaço, Réver lembrou uma história curiosa desse jogo, disputado há quase 10 anos. Além de ajudar o Galo a conquistar os três pontos em Goiânia, o zagueiro entrou em campo com mais uma missão dada pelo então treinador Dorival Júnior: receber um cartão amarelo. É que ele estava convocado para a Seleção e pendurado no Atlético. Sendo penalizado, cumpriria a suspensão em uma data em que não poderia, de qualquer forma, entrar em campo pelo clube.