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Reunião virtual discute implantação da cota mínima para o Lago de Furnas

4 de julho de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

CAPITÓLIO – Membros dos grupos ativistas Pró-Furnas e Todos Por Furnas participaram de reunião virtual com diretores da Agência Nacional de Águas (ANA), na última quinta-feira, 2 . A discussão foi sobre as condições de operação da hidrelétrica, em situação de escassez de água. O objetivo é manter o nível do lago entre o mínimo, 762 m, e o máximo, 768 m, garantindo assim não só a segurança energética, mas a possibilidade do uso da água para o turismo e a agricultura, atividades essenciais para a região do entorno do reservatório de Furnas.

Apesar do aumento do nível do lago, em relação a meses anteriores, ele voltou a baixar nos últimos dias. Empresários, moradores da região e ativistas dos grupos Pró-Furnas e Todos Por Furnas continuam reivindicando das autoridades uma medida que normatize o uso múltiplo das águas do Lago de Furnas tanto para a geração de energia quanto para pesca e turismo.

Tadeu Alencar, presidente do Clube Náutico Formiguense e ativista do movimento Pró-Furnas 762, afirmou que a reunião realizada foi consequência da criação do grupo de trabalho do Lago de Furnas, instaurado pela ANA. O grupo surgiu de um pleito realizado em março deste ano, no Operador Nacional do Sistema Elétrico, em Brasília.

O ativista afirmou que a reunião desta quinta-feira foi a segunda realizada para tratar do assunto. “Na primeira reunião, nós não estivemos, participaram apenas as agências reguladoras e alguns órgãos”, disse ele.

Já neste último encontro, estiveram reunidos senadores mineiros, deputados federais e também os cidadãos que participam de movimentos sociais e dos circuitos turísticos. De acordo com Tadeu, grandes avanços foram alcançados para a luta no encontro virtual.

Devemos ter a próxima reunião no começo de agosto, para traçar ações concretas na parte das agências, para que seja fixada a cota mínima de 762 m para o Lago de Furnas”, afirmou.