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Região teve saldo de 416 vagas de emprego em março

Por Talita Souza / Especial

29 de abril de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – A região teve um saldo de 416 novas vagas de emprego formal no mês de março. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira, foram 3.344 admissões e 2.928 demissões. No primeiro trimestre do ano, os municípios registraram 9.563 contratações e 7.361 desligamentos, o que resulta em um saldo 2.202 novos postos de trabalho no período. Nos últimos doze meses, que compreendem um ano da pandemia do novo coronavírus, foram criados 2.407 postos de trabalho.

Capitólio, com 220 admissões e 108 desligamentos, gerou 112 novas vagas e teve o melhor desempenho no mercado de trabalho em março, seguido por São Sebastião do Paraíso (99), Passos (66), Delfinópolis (35), Nova Resende (34), São José da Barra (26), Carmo do Rio Claro (23), Pratápolis (23), Claraval (22), São João Batista do Glória (19), Alpinópolis (15), Cássia (14), Doresópolis (14), Itamogi (10), Jacuí (7), Bom Jesus da Penha (6), Guapé (5), Fortaleza de Minas (3) e Vargem Bonita (2).

Das 26 cidades analisadas, São Tomás de Aquino, apresenta o pior desempenho na geração de empregos em março. Segundo o Caged, no município foram registradas 13 contratações e 47 demissões, o que representa o fechamento de 34 postos de trabalho. Logo após, aparecem Itaú de Minas (-30), Capetinga (-16), Monte Santo de Minas (-12), Piumhi (-12), São Roque de Minas (-9) e Ibiraci (-7).

No balanço do primeiro trimestre do ano, Paraíso foi o município da região com a melhor performance na geração de empregos, com 735 novos postos, e é seguido por Passos (339), Capitólio (216), Piumhi (110), Nova Resende (93), Claraval (77), Cássia (72), Ibiraci (70), Carmo do Rio Claro (65), Pratápolis (63), São José da Barra (49), Delfinópolis (48), Guapé (45), Itaú de Minas (35), Itamogi (28), São Tomás de Aquino (26), Alpinópolis (22), Doresópolis (22), São Roque de Minas (16), Bom Jesus da Penha (13), Jacuí (12), Monte Santo de Minas (5), Vargem Bonita (3) e Fortaleza de Minas (2). Capetinga, com fechamento de seis vagas de trabalho formal nos três primeiros meses do ano, é a única cidade da região com saldo negativo no período.

Ainda segundo o Caged, nos últimos doze meses os municípios da região tiveram 28.604 novas admissões e 26.197 desligamentos de empregos formais, totalizando um saldo de 2.407 postos de trabalho. Em Minas Gerais, foram contabilizados 181.792 admissões e 146.200 desligamentos no mês de março, o que representa um saldo de 35.592 vagas de trabalho, e 531.636 admissões e 423.527 desligamentos acumulados nos três primeiros meses do ano (108.109). Nos últimos doze meses, o Estado registrou 1.677.489 admissões e 120.741 demissões.


Empresas poderão reduzir a jornada e o salário dos empregados

PASSOS – Durante a entrevista coletiva online para comentar os dados do Caged realizada na manhã de ontem, 28, pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal, com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, foram destacadas as iniciativas do Governo Federal para o combate ao desemprego, como o Novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm).

De acordo com a Medida Provisória (MP) assinada ontem pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, o Novo BEm permite que as empresas reduzam a jornada e o salário de seus colaboradores como forma de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. O secretário especial de Previdência e Trabalho destacou que o Brasil teve um aumento significativo em novas vagas de empregos formais durante a segunda onda da pandemia.

Caged positivo, 184.140 novas vagas de empregos formais no Brasil. Todos os setores positivos, todos os estados positivos, com destaque ao setor de serviço. Estamos aí trazendo bons números e reconhecendo, com base em números bem-lançados e bem colhidos, a resiliência do nosso mercado de trabalho. O nosso mercado de trabalho surpreende a nossa economia, surpreende o nosso governo”, afirmou Leal.

Em seu discurso, o ministro da Economia afirmou que “estão politizando” a pandemia do novo coronavírus. Guedes também salientou que “o Brasil é o único país que continua fazendo reformas estruturantes em meio a pandemia” e que, no momento, os movimentos mais importantes para a economia do país são a vacinação em massa e a privatização das estatais.