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Região tem queda de 45,6% no valor das exportações no terceiro trimestre

5 de outubro de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – Nos municípios da região, o valor arrecadado com exportações, no terceiro trimestre de 2020, sofreu queda de 45,65%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do portal Comex Stat, vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O resultado, no entanto, vai na contramão do levantamento realizado pela Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior (Abracomex), que mostra que, no Brasil, a exportação de alimentos teve crescimento de 9,15% no período, o que equivale a US$18,579 bilhões.

Entre as cidades do Sudoeste mineiro que aparecem no levantamento, Capitólio e Carmo do Rio Claro não tiveram os números de 2020 registrados na plataforma, o que colabora para que a queda seja ainda mais expressiva. Em relação aos municípios que tiveram os resultados divulgados, Piumhi foi o que teve a maior diminuição (-64,28%), seguido de Monte Santo de Minas (-56,45%), Ibiraci (-55,36%), São Sebastião do Paraíso (-45,65%) e, por último, Passos (-26,32%). Apenas dois tiveram índices positivos – e expressivos – em relação ao ano passado: Claraval (272,35%) e Guapé (85,37%).

Para oferecer mais detalhes sobre as exportações brasileiras, a Abracomex fez uma lista com os dez principais produtos vendidos para fora. Em primeiro lugar ficou a soja, que representa 12% do total das comercializações no mercado externo. Na sequência, aparecem os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, o minério de ferro, a carne bovina, a celulose, a carne de aves e suas miudezas, o farelo de soja, os produtos manufaturados, o café e os açúcares e melaços.

No mês de setembro, as exportações de minério de ferro avançaram 18,50% no comparativo com 2019. Foram vendidas, ao todo, 37,86 milhões de toneladas. O café é outro produto que também tem tido grande destaque desde o início da pandemia do novo coronavírus, considerando que somente no último mês, a alta foi de 18,18%, representando o total de 221 mil toneladas.

A associação também fez uma análise para identificar os principais destinos das mercadorias: a China ficou em primeiro lugar, com diferença de mais de 50% em relação aos demais. Estados Unidos, Países Baixos, Argentina, Japão, Chile, México, Alemanha, Espanha e Coreia do Sul vêm em seguida. Com esses países, o montante negociado até agora já soma cerca de US$130 bilhões.