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Região fecha 639 postos de trabalho em maio

30 de junho de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

PASSOS – A região fechou 639 postos de trabalho no mês de maio, mas o resultado foi melhor que o do mês anterior, quando o saldo do emprego ficou negativo em 1.784, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) Nas três maiores cidades, Piumhi, com 72 novas novas vagas, foi a única com balanço positivo em Maio.

Passos (-172) e Paraíso (-132) tiveram quedas, mas menores que as registradas em abril, quando perderam 400 e 411 postos, respectivamente.
Entre os municípios menores, Claraval apresentou um dos piores resultados, com 106 postos de trabalho fechados em maio. A cidade teve uma admissão e 107 demissões. Itaú de Minas (-85), Nova Resende (-66) e Guaranésia (-64), também registraram quedas significativas.

Em Passos, município com pior desempenho no mercado formal de emprego registrado na região em maio, foram 355 contratações e 527 demissões. Em Paraíso, que vem logo em seguida, foram fechadas de 132 vagas, em maio, pouco menos de um terço das 411 que havia perdido em abril. Piumhi teve uma das melhores performances no mercado de trabalho e saiu de um saldo negativo em abril (-147 em abril) para a geração de 72 novos postos.

Além de Piumhi, tiveram saldos positivos em maio os municípios de Bom Jesus da Penha (2), Capetinga (12), Carmo do Rio Claro (27), Delfinópolis (3), Guapé (16), Ilicínea (15), Itamogi (3), Monte Santo de Minas (18), São Tomás de Aquino (21) e Vargem Bonita (7). Doresópolis foi a única cidade que fechou o mês de maio sem contratações e sem demissões.

País

No Brasil, maio foi o terceiro mês seguido com desempenho negativo no emprego. O país perdeu 331.901 postos de trabalho. Apesar do encolhimento do emprego formal, houve melhora em relação a abril, quando haviam sido fechados 860.503 postos. A retração de empregos totaliza 1.144.118 de janeiro a maio.

Todas as regiões brasileiras extinguiram empregos com carteira assinada em maio. O Sudeste liderou o fechamento de vagas, com 180.466 postos a menos, seguido pelo Sul com menos 78.667 postos e pelo Nordeste com menos 50.272 postos. O Centro-Oeste fechou 12.580 postos de trabalho e o Norte extinguiu 10.151 postos formais no mês passado.

Na divisão por unidades da Federação, apenas o Acre registrou saldo positivo, com a criação de 130 vagas com carteira assinada. As maiores variações negativas ocorreram em São Paulo com o fechamento de 103.985 postos; Rio de Janeiro, 35.959 postos; Minas Gerais, 33.695 postos, e Rio Grande do Sul, 32.106 postos de trabalho.

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados fecharam empregos formais em maio. A estatística foi liderada pelos serviços, com a extinção de 143.479 postos, seguido pela indústria (de transformação, de extração e de outros tipos), com 96.912 postos a menos. Em terceiro lugar, vem o comércio com o fechamento de 88.739 postos de trabalho.
O nível de emprego diminuiu na construção civil com o fechamento de 18.758 postos. Somente o grupo que abrange agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura criou empregos com carteira assinada no mês passado, com a contratação de 15.993 pessoas.

Nos serviços, a extinção de empregos foi puxada pelo segmento de alojamento e alimentação (que engloba hotéis e restaurantes), com o fechamento de 54.313 postos formais. A categoria de serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, atividades imobiliárias, profissionais e administrativas fechou 37.687 vagas.

Na indústria, o destaque negativo ficou com a indústria de transformação, que demitiu 94.236 trabalhadores a mais do que contratou. Em segundo lugar, ficou a indústria de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que fechou 2.209 vagas.

As novas estatísticas do Caged, apresentadas desde o mês passado, não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.

Foto: Arquivo FM