Destaques Moda

Recomeço invernal

POR WAGNER PENNA / Especial para a Folha

10 de Maio de 2021

A moda criativa de Eduardo Amarante. / Foto: Divulgação

O Dia das Mães sempre foi considerado o segundo Natal para a indústria da moda. Neste ano, as esperanças de bom desempenho caíram, assim como também tiveram queda livre as expectativas de resultados positivos no setor para o período invernal que se aproxima.

O principal indicador de vendas abaixo do esperado, veio da frieza do mercado diante da reabertura do comércio nas cidades onde as restrições ,em razão da Covid-19, foram suspensas. Com as coleções de inverno 21 nas lojas, o reinicio foi gelado – sem trocadilhos.

Com uma blusa aqui, um perfume ali ou uma manta aconchegante acolá, as marcas venderão os acessórios que sempre ‘salvaram a pátria’ em momentos de apertos. E essa é mais uma tendência de negócios da moda atual: quem já plantou bem sua marca no disputado canteiro fashion de nosso mercado, terá que multiplicar suas opões de ofertas além do vestido, sapato e bolsa.


VAIVÉM

O estilista Eduardo Amarante escolheu o cenário de Flopripa para concluir os cliques da coleção da sua marca, a Amarante. Chamada de ELA, fala sobre a ‘pluralidade da mulher brasileira, retratando a diversidade cultural e exaltando a feminilidade’. A campanha é estrelada pela Fernanda Motta. Os cliques foram realizados em Ouro Preto e no Rio, antes de chegar à capital catarinense.

***

Os movimentos indicativos de novos posicionamentos da moda no mercado continuam. Nessa semana a Dafiti passou a oferecer (virtualmente) produtos da Forever 21, marca norte-americana cuja trajetória sofreu turbulências recentes nos EUA e aqui chegou a abrir uma rede de próprias.


PONTO FINAL

Um episódio corriqueiro registrado, recentemente, nas redes sociais, mostra a quantas anda a relação moda-investimento. Uma criança rabiscou com caneta azul a bolsa Chanel (autentica, claro) da mamãe, maculando o branco matelassado do mimo que custou US$2000 – ou seja, quase 15 mil reais.

A mamãe mandou para a própria Chanel restaurar a peça. O motivo não é apenas o valor em si, mas também porque é um investimento que se multiplica a cada ano e pode até virar um objeto de colecionador. Sem contar, claro, que o pitoresco rabisco infantil pode até virar ‘inspiração’ para uma próxima coleção da marca.