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Queda de temperatura preocupa cafeicultores

5 de junho de 2021

muitos produtores do suldoeste de minas já iniciaram a colheita de café que, desde o início da pandemia, tem apresentando grande oscilação no preço :/ Divulgação

PASSOS – Muitos produtores rurais do sudoeste mineiro já deram início à colheita do café e, embora a alta do dólar tenha refletido de forma positiva para os cafeicultores desde o início da pandemia do novo coronavírus, os valores têm oscilado significativamente nas últimas semanas, com variação de até R$100 na saca de 60 quilos do grão tipo arábica. Na cotação desta sexta-feira, 4, o Centro de Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCC-MG) avaliou o produto em R$860, 0,55% menor que a atualização anterior.

Mesmo com o cenário favorável ao comércio de café, um fator que tem preocupado os produtores é a recente queda de temperatura que atingiu toda a região, já que a próxima safra pode ser prejudicada em razão das condições climáticas. De acordo com Claudemir Azevedo, meteorologista do 5º distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o momento requer muitos cuidados, especialmente no agronegócio.

“As previsões indicam que a chegada de uma densa massa de ar frio deve marcar as próximas semanas de junho, sendo que há poucas chances de chuva, o que é característico da estação”, disse.

Para evitar que o clima cause prejuízos, o engenheiro agrônomo Luciano Alves de Piza orienta que os produtores não deixem de cuidar do solo.

“O ideal é que as plantações sejam bem tratadas, porque isso diminui o risco de danos e pragas. É neste momento que a terra e as árvores já devem começar a ser preparadas para as safras futuras; ou seja, é necessário investir em bons insumos, implementos e maquinários para garantir a qualidade do café. Além disso, nesta época em que costumamos enfrentar um período de seca, é fundamental procurar recursos para manter a irrigação das plantas”, explicou o profissional.

João Batista Lemos atua no mercado cafeeiro há mais de 40 anos e conta que espera por uma estabilização dos preços.

“Geralmente começamos a etapa de colheita com cerca de 70% da safra vendida, o que garante os valores contratados. Para que o restante também seja comercializado de forma lucrativa, a expectativa é que as cotações sejam positivas, especialmente porque os investimentos foram bem altos. Em relação ao clima, o frio realmente me preocupa, mas já tenho tomado todos os cuidados possíveis para que isso não afete o café e espero que muitas chuvas estejam por vir”, declarou.