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Queda de muro em terreno da Cohab gera polêmica em Passos

Por Ézio Santos/ Especial

12 de Maio de 2021

Mais de metade do muro do antigo PSF da Penha, voltado para a rua Bambuí, foi derrubado. / Foto: Divulgação

PASSOS – Um morador que reside em um imóvel no início da avenida Poços de Caldas, região do bairro Penha, em Passos, está sendo acusado de derrubar parte do muro de uma área pertencente à Companhia de Habitação (Cohab) do Estado de Minas Gerais. A denúncia foi registrada em um boletim de ocorrência na Polícia Militar e encaminhada ao Ministério Público.

O terreno, que antes era murado, mede cerca de 1.700 metros quadrados, e tem o formato de um triângulo. É conhecido pela população das proximidades como antigo PSF da Penha, onde funcionou uma unidade de saúde e está abandonado. Sem os cuidados necessários, a população alega que o local virou depósito de entulho e refúgio de usuários de drogas.

Olavo Maia de Lima, de 60 anos, ex-funcionário público municipal, principal alvo das acusações, contou à reportagem que não tem fundamento o que dizem sobre ele.

Sou uma pessoa conhecida e querida por aqui. Não ia e nem mandei alguém enfraquecer o concreto da parte baixa de algumas colunas do muro, voltado para a rua Bambuí, na Cohab I, e depois derrubá-lo. O portão de entrada de veículos foi roubado faz muito tempo, e recentemente uns 40 metros vieram ao chão. Há ainda mais dois vãos abertos de oito e seis metros nas ruas Ibiraci e Ponte Nova, respectivamente”, disse.

O aposentado afirma que a área está totalmente desprotegida em relação à ações de vandalismo e que a prefeitura não toma providências.

Venho comentando há tempos que o correto é derrubar tudo e construir um estacionamento público aberto, porque na região o comércio é forte e faltam vagas para deixar os veículos. Tem uma mulher da rua Bambuí que é contra meu pensamento. Um dia chamou até a polícia e falou asneiras sobre mim, mas meu relacionamento com a vizinhança é ótimo e a maioria está a meu favor”, declarou Olavo.

Maria do Carmo de Oliveira, a moradora a que Olavo se refere, afirmou que não tem nada contra ele porque não há contato entre ambos, apenas não concorda com os atos de vandalismo praticados no imóvel.

O correto é revitalizar a área e colocar em funcionamento algo que beneficie toda a comunidade da Cohab I. Entrei em contato com o prefeito e o vice, mas não tive retorno. Para mim, o que ocorre em relação ao muro são ações planejadas. Sou contra a construção do estacionamento, e ouço falar que o senhor Olavo insiste nesse propósito, para mim, absurdo”, afirma Maria do Carmo.


Prefeitura pede prazo para definir destino do imóvel

Sugestão é instalar um centro ou oficina de artesanato e ponto de materiais recicláveis. / Foto: Divulgação

PASSOS – O secretário Municipal de Meio Ambiente, Agropecuária e Abastecimento (Semab), Sebastião Domingos, o Nenê na Manoela, afirma que a Cohab deve repassar, em definitivo, o imóvel para a prefeitura, o que deve beneficiar a população como era em gestões passadas.

O prefeito Diego Oliveira ficou sabendo dos fatos lamentáveis ocorridos e, recentemente, nós fomos lá. Nos reunimos com alguns moradores e, diante do exposto por eles, ficou estipulado um prazo de 45 dias para decidirmos o futuro da área”, ressaltou.

O diretor Municipal de Meio Ambiente, Gilson de Oliveira Wenceslau, também foi chamado pelo prefeito a se manifestar sobre o caso antes dos danos ocorridos. Ele sugeriu que fosse instalado no local um centro ou oficina de artesanato e ponto de entrada de materiais recicláveis, o qual poderia ser gerenciado pela Associação Ação Reciclagem.

Estive no local dos fatos por ocasião do registro da ocorrência policial na noite do dia 2 de maio. Dei conhecimento aos militares que, pela manhã da mesma data, e na minha presença, o senhor Olavo manifestou a intenção de derrubar os muros. Ele foi orientado a aguardar solução por parte da administração, considerando que o prefeito, durante reunião com alguns moradores pediu 45 dias para definir a questão”, explicou.

Ainda segundo o diretor, dia 2 de maio, Olavo foi procurado pela polícia por causa dos danos ocorridos no muro, mas não foi localizado. Os comentários entre moradores era de que o aposentado teria ordenado a pessoas estranhas, danificar o muro.

Referente aos fatos registrados no segundo BO, dia 7 deste mês, não estive no local, apenas tomei conhecimento do fato”, finalizou.