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Quarto infantil à prova do tempo

Por Marcelo Lima/ Especial

19 de outubro de 2020

Foto: Divulgação

A chegada do primeiro filho representa o momento em que o tema quarto de criança costuma entrar na órbita das preocupações de um casal. Em um tempo razoavelmente curto e em meio a todas as preocupações que envolvem a gravidez, é preciso criar um ambiente adaptado ao bem-estar do novo morador. Cedo, porém, móveis como berço, trocador e poltrona de amamentação caem em desuso e, com ele, a maioria dos acessórios que compõem a decoração. Na verdade, trata-se apenas de uma entre as muitas transformações pelas quais o quarto terá de passar para se adaptar às diversas fases de desenvolvimento da criança e mesmo à chegada de um eventual irmãozinho.

Se a base for neutra, com o passar do tempo, o quarto infantil pode ir se transformando por meio de mudanças pontuais, como trocar a luminária de cabeceira, por exemplo“, destaca o arquiteto Gabriel Magalhães, que acaba de compor um quarto nesses padrões para acomodar um menino de 9 anos.

Para tanto, ele criou uma cama tipo sofá, que acumula a função de dormir e de acomodar atividades recreativas, e que foi encostado na parede para liberar espaço no chão para brincar. As prateleiras acomodam livros, e foram pensadas justamente para ficar de frente para a criança que, nessa fase, se guia muito pelo apelo visual das capas.

O quarto supre as necessidades básicas de alguém dessa idade: dormir, estudar e brincar. Mas nada impede que, com pequenas modificações, venha a receber o futuro adolescente“, diz.

Segundo o arquiteto, quem busca um quarto mais atemporal deve evitar a todo custo as propostas temáticas, pois os interesses das crianças mudam muito.

A dica é criar uma base neutra, com móveis essenciais, sem nada muito marcante, e que com o tempo possa ser transformado com base em pequenas alterações como roupas de cama, acessórios e composição de quadros“, explica ele

Já para o arquiteto David Bastos, a aposta pela durabilidade começa pelas cores. “Por que não abandonar os clássicos azul e rosa e pensar em uma paleta com tonalidades como o cinza e o cru?”, sugere ele, que decorou um espaço nos tons para funcionar como quarto e sala de jogos. Mudanças são inevitáveis, ainda mais em se tratando de quartos de crianças. Mas, para economizar esforço e recursos em reformas que têm tudo para se tornar frequentes, algumas dicas podem ser bastante úteis, desde que observadas desde o início de cada projeto.


Economize esforço e recursos

Mudanças são inevitáveis, ainda mais em se tratando de quartos de crianças. Mas, para economizar esforço e recursos em reformas que têm tudo para se tornar frequentes, algumas dicas podem ser bastante úteis, desde que observadas desde o início de cada projeto. Acompanhe:

MARCENARIA – Restrinja os móveis fixos apenas ao necessário, como guarda-roupa e estantes, que podem ocupar apenas uma das paredes do quarto, liberando o espaço central, sem prejudicar a circulação.

REVESTIMENTOS – Pintura e papéis de parede (desde que laváveis) são os mais indicados, porque podem ser substituídos com facilidade. Evite acabamentos texturizados que podem ser de difícil remoção.

PISO – Para evitar escorregões em qualquer fase da vida da criança, pisos de madeira são os mais recomendados. Laminados ou vinílicos são também boas opções, por possibilitarem fácil limpeza.

ILUMINAÇÃO – A mais recomendada é a geral e indireta, produzida por rebatimento no forro. Evite pontos de luz direcionáveis que podem cair em desuso à medida que o mobiliário for substituído e, sobretudo, lustres temáticos. Caso queira personalizar a decoração, opte por peças avulsas como abajures e luminárias de mesa.

CORTINAS – Evite tecidos que acumulam poeira. Dê preferência a modelos sem volume, em materiais resistentes e sem cordas de ajuste, que oferecem riscos.

TAPETES E CARPETES – Devem ser evitados por acumularem poeira, o que pode acarretar problemas respiratórios. Caso opte por eles, a peça deve ser fixada com fita adesiva no piso para diminuir o risco de deslizamento.

MÓVEIS – Pense a longo prazo. No lugar de encomendar um trocador com gavetas sob medida, por que não providenciar uma bancada generosa, onde o bebê possa ser acomodado, mas com espaço livre na parte debaixo? Com o tempo, o móvel pode se transformar em bancada de estudos.