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Qual tipo de máscara é ideal para praticar esportes?

25 de julho de 2020

O ideal é fazer exercícios leves para não sentir desconforto. / Foto: Divulgação

PASSOS – Com a pandemia, muitos praticantes de esporte se depararam com a seguinte questão: como aliar a atividade física às medidas de proteção recomendadas por cientistas? Afinal, algumas máscaras dificultam a respiração e podem até mesmo machucar a pele de quem as usa por muito tempo.

Tendo esse problema em mente, algumas empresas passaram a fabricar máscaras específicas para esportistas, que garantem a segurança do usuário e permitem o exercício físico. Contudo, é preciso lembrar que esses acessórios servem apenas para a proteção de pessoas que não são muito expostas ao vírus — ou seja, médicos e enfermeiros precisam de máscaras muito mais eficientes do que essas.

Para quem é fã de atividade física, a principal característica que o acessório deve ter é a respirabilidade. Além disso, é desejável que o material seja leve e capaz de manter o rosto seco e confortável.

Alguns especialistas têm recomendado máscaras de TNT descartáveis, tendo em vista sua leveza e adaptabilidade ao rosto. Outras opções são as de algodão ou tecidos sintéticos, que têm sido preferidas às de PFF1, a qual pode dificultar a respiração.

Segundo Manoel Machado, professor de educação física, o ideal é manter um ritmo leve a moderado em atividades aeróbicas como corrida, ciclismo e caminhada.

Sugiro que nesse momento o atleta use a percepção de esforço em vez do monitor cardíaco para controlar a intensidade do treino, já que a máscara é um fator limitante e pode alterar os batimentos cardíacos”, orienta Machado.

Em exercícios predominantemente anaeróbicos (como musculação), uma boa opção para dosar a intensidade sem precisar diminuir tanto a carga é aumentar o tempo de descanso entre as séries dos exercícios. O professor alerta que, independente da atividade, é importante prestar atenção aos sinais do corpo durante o exercício.

Se o atleta começar a sentir sonolência, redução da concentração ou fadiga e falta de ar excessiva, deve interromper o treino”.

Manoel também orienta que quem quiser praticar exercícios físicos na rua deve ir sozinho e, além de respeitar o distanciamento social, deve ficar atento, pois a distância entre pessoas que se exercitam tem de ser maior que os dois metros recomendados usualmente.