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Quais animais se adaptam melhor com sua casa

7 de dezembro de 2020

Animais em casa: um prazer que pede atenção especial dos donos. / Foto: Divulgação

Tartaruga, peixe, coelho, cão, gato, passarinho… Você mora em casa ou apartamento e está indeciso sobre qual bichinho de estimação adotar? O Magno Nunes, radialista de 33 anos, sempre teve pets. Na dúvida, não excluiu ninguém: cuida ao mesmo tempo de dez passarinhos, quatro cachorros, dois gatos e um papagaio, todos vivendo em harmonia num apartamento de 75 metros quadrados, onde Magno mora com os pais.

Eu gosto, porque a gente cria uma relação de família. Se um tá ruim, a gente sai correndo para levar no veterinário. Tem a hora da fruta, aí precisa se preocupar com o menor, que come mais devagar.

O Telê (Labrador, 9 anos), o Lemmy (Jack Russel, 3), o Tico (Spitz, 2) e o Iggy (sem raça definida, 2) passeiam cinco quilômetros sempre ao final do dia. Já os felinos Simon e Gato (ambos sem raça definida) preferem passar o tempo nos dormitórios da residência. Simon foi adotado quando ainda era um filhote e hoje tem 16 anos. O felino chamado “Gato” não tem idade precisa. Chegou na porta do Magno pela primeira vez há 10 anos, recebeu comida, foi embora, voltou e foi ficando até se instalar definitivamente com seus pertences.

Os cachorros dormem comigo na cama. Todos. Ao mesmo tempo. Só não dormem quando eu bloqueio a subida deles, mas só faço isso quando está muito calor”, conta Magno.

Todos os cachorros foram adotados (ou seja, não foram comprados) e receberam microchips subcutâneos (instalados sob a pele, superficialmente), com as informações de residência e tutela. Os pássaros, sem exceção, possuem anilha, um anel na pata que garante a procedência de um criador certificado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A veterinária Amanda Simões, especialista em clínica e cirurgia de animais silvestres, alerta que o tratamento entre as espécies – domésticas, selvagens e exóticas – é totalmente diferente. Existem mais informações disponíveis a respeito dos animais domesticados, enquanto o conteúdo sobre as espécies exóticas (originárias de territórios internacionais) são mais escassos.

Sobre os animais domésticos muito se sabe da biologia, como se cria, alimentação específica. Sobre os animais silvestres, o maior número de atendimentos clínicos é por erro de manejo: alimentação, suplementação e local inadequados. Além do tratamento característico, eles requerem um profissional especializado, porque têm outra fisiologia.