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Projeto na Câmara de Paraíso prevê inclusão de Passos no Cidassp

28 de junho de 2021

Passos deve ser incluído no Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região de São Sebastião do Paraíso - Cidassp:/ Divulgação

S. S. PARAÍSO – O Município de Passos deve ser incluído no Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região de São Sebastião do Paraíso – Cidassp, o qual é responsável pelas atividades de planejamento, regulação e fiscalização dos serviços públicos de saneamento básico, planejamento urbano, preservação de recursos hídricos e melhorias ambientais. É o que prevê um novo projeto de lei em análise na Câmara Municipal de São Sebastião do Paraíso. Atualmente, integram o consórcio os municípios de São Sebastião do Paraíso, Itamogi, Monte Santo de Minas, Pratápolis, São Tomás de Aquino, Cássia, Capetinga, Jacuí e Fortaleza de Minas.

De acordo com a justificativa encaminha pela Prefeitura, “a correta destinação dos resíduos é um problema nacional, por este motivo devemos dar atenção especial para as instituições que buscam resolver a questão de maneira sustentável”. Dessa forma, a inclusão de Passos seria de extrema importância para ampliação das ações e projetos do consórcio, gerando maior visibilidade e uma gestão regional na área ambiental.

Conforme o projeto de lei, Passos somente trará seus resíduos sólidos urbanos para São Sebastião do Paraíso quando houver a instalação de novas tecnologias ou soluções para destinação dos resíduos – portanto, esses resíduos não serão levados ao Aterro Sanitário de São Sebastião do Paraíso antes disso.

Uma das tecnologias em estudo é a Usina de Recuperação Energética de Resíduos. Essa é uma das possibilidades apresentada pelo Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades – IPGC, que está responsável por realizar os estudos de viabilidade nos municípios consorciados e, ao final, apresentará o cenário mais benéfico para todos.

“O funcionamento da referida usina se dará da seguinte forma: os municípios encaminham seus resíduos sólidos urbanos e, através de um processo de pirólise, ocorre a recuperação do resíduo, fazendo com que o que o município encaminhou de resíduo lhe seja devolvido em forma de energia proporcionalmente. Ou seja, transformará o resíduo que seria aterrado em algo benéfico para os municípios, se perfazendo como um verdadeiro investimento. Importante salientar que o procedimento realizado não se trata de queima, uma vez que para isso é necessário oxigênio, o qual não está presente no processo desenvolvido na usina”, esclarece a Prefeitura .

A justificativa ao projeto de lei ainda menciona diversas ações para o tratamento de outros tipos de resíduos: recolhimento e destinação correta de pneumáticos inservíveis (pneus); descarte de óleo usado; “Gincana da Coleta Seletiva” nas escolas municipais; papa lâmpadas; coleta e reciclagem de colchões; e coleta de lixo eletrônico.