Destaques Esporte

Projeto Karatê Social realiza 1º exame de faixa em Passos

Por Stéfany Dias / Especial

25 de agosto de 2021

Banca avaliadora do exame de faixa do Projeto Karatê Social. Os presentes são mestres e atletas do esporte./ Foto: Stéfany Dias.

PASSOS – O Projeto Karatê Social realizou no último sábado, 21, o primeiro exame de faixa para crianças e adolescentes. A iniciativa, que visa inserir no esporte, de forma gratuita, crianças de escolas públicas, carentes ou em situação de vulnerabilidade, avaliou 20 jovens.

A ação é um esforço solidário que busca melhorar um ou mais aspectos da sociedade, potencializando a cidadania e a consciência social dos indivíduos. O idealizador do projeto, Douglas Bernardes Lemos, professor de Karatê da Academia Kime+, conta que dois participantes tiraram nota máxima, pulando de faixa, um acontecimento raro nesse esporte.

“Pular faixa realmente é raro, fazia muitos anos que não acontecia aqui na academia. Tivemos uma banca examinadora de muito respeito, com a Dra. Luciana, vice campeã mundial e seis mestres. Foi unânime. Eu estou muito feliz. Hoje (ontem) foram avaliadas 20 crianças no exame de faixa da academia. Existe toda uma preparação específica para o exame, nós estávamos preparando há mais de um mês”, disse ele.

Segundo Lemos, o projeto acontece às terças e quintas no Passos Clube.

“O Projeto é um sonho antigo que nós tínhamos. Eu vim de projeto social, comecei em 1990, com o sensei Valdir. Era um sonho que conseguimos tornar realidade esse ano, começamos em março de 2021 esse projeto, atendendo 30 crianças de escola pública, crianças carentes. Nós estamos dando uma oportunidade para essas crianças serem inseridas no esporte, na arte marcial. Estamos muito felizes, as crianças se saem bem, estão gostando e se desenvolvem bem”, afirmou o professor.

A vice campeã mundial de 2017, Luciana de Fátima Ribeiro, que compôs a banca de avaliadores do exame, conta que começou a treinar em projeto social e participar da avaliação a fez reviver o que passou quando criança.

“Eu comecei em projeto social, então, estar aqui vendo essa meninada me faz reviver aquilo que passei quando era criança também, essas emoções de exames de faixa, é como se fosse uma escada, um degrau que você vai subindo. Nós acompanhamos há vários anos exames de faixa e quando a gente nota uma técnica apurada, percebemos que aquela criança e aquele jovem não se encaixa naquela graduação que ele está pleiteando, é natural oferecermos a próxima faixa, até pelo tempo de treinamento também. Tudo isso deve ser valorizado e no caso deles não teve como, saltou aos olhos”, explicou Luciana.

Os atletas, Pedro Henrique de Moura Azevedo, de 13 anos, e Valquíria Esper Chahhoud, de 21 anos, pularam de faixa após receberem a maior nota da avaliação. Pedro afirmou que não esperava o resultado, mas ficou muito feliz.

“Ainda mais por eu e a Valquíria termos ficado por último eu fiquei preocupado, com medo de reprovar. Mas fiquei muito feliz”.

Para Valquíria, foi uma experiência gratificante.

“Foi o resultado de um esforço e muito empenho, principalmente porque era pra eu ir para a faixa laranja e eu acabei pegando um grau acima. Foi muito gratificante, eu não esperava”, disse a atleta.