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Professores repudiam veto de Bolsonaro

5 de Maio de 2020

PASSOS – Os 19 professores dos cursos de Licenciatura em História da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) das unidades de Passos, Carangola, Divinópolis e Divinópolis fizeram um documento de repúdio ao veto do Presidente Jair Messias Bolsonaro ao Projeto de Lei 368/2009, que propôs a regulamentação da profissão de historiador, submetido ao Senado Federal pelo Senador Paulo Paim (PT) e aprovado no dia 18 de fevereiro último.

O texto propõe que o exercício e o provimento de cargos ou funções relacionadas ao ofício de historiador devam ser exercidos por profissionais registrados junto à autoridade trabalhista competente, mediante apresentação de diploma de curso superior ou de pós-graduação em História, devidamente reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Tal como arquivistas, geógrafos e sociólogos, profissões regulamentadas nos anos de 1978, 1979 e 1980, defendemos o reconhecimento da atividade dos historiadores como profissão regulamentada.

De acordo com a nota de repúdio, os professores apontam que alguns perguntarão qual a diferença entre ofício e profissão e em que isso impacta a História de uma determinada sociedade e se devemos, ou não, nos preocuparmos com isso. “Uma visita ao site da Classificação Brasileira de Ocupações (COB) é bastante didática nesse sentido. Ao digitarmos a palavra historiador, o site direciona para ocupações sinônimas relacionadas à pesquisa em Ciência Humanas. A ocupação de pesquisador é, então, vinculada ao ofício de historiador. Diferentemente, ao digitarmos a palavra geógrafo, somos direcionados à ocupação de geógrafo, definida como um trabalho especializado exercido por um profissional competente para este fim”, afirmam os docentes.