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Professores da Uemg comemoram nomeações

19 de junho de 2021

Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia abordou importância das nomeações na Uemg. Foto :/Guilherme Bergamini

BELO HORIZONTE – Docentes e outros participantes de audiência pública comemoraram a notícia da nomeação de 180 professores aprovados como excedentes em concurso público para 17 unidades da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). A reunião, na manhã de ontem, foi realizada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para discutir a importância das nomeações.

Na quinta-feira, 17, antes mesmo da audiência pública na ALMG, o governador Romeu Zema fez o anúncio da nomeação desses excedentes. Segundo dados divulgados, atualmente, a universidade conta com 1.586 professores, sendo que 755 são convocados e outros 831, efetivos.

Lucas Piter Alves Costa, professor que já foi convocado a trabalhar na Uemg como designado e que representa o Coletivo de Professores Concursados pela Nomeação, disse que a notícia da nomeação foi uma surpresa positiva.

“Corroboramos a importância dessas nomeações”, disse.

Ele destacou que a designação precária de professores é uma prática antiga da Uemg e que os avanços dos últimos anos foram sempre provocados pela mobilização dos professores, pelo Judiciário e pelo Ministério Público. Antes do concurso de 2014, como contou, o corpo docente da universidade era formado por 90% de designados.

A designação de professores, a título precário e contínuo, conforme lembrou, foi considerada uma prática inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Professoras e integrantes do coletivo, Fernanda Hurbath Pita Brandão e Naraiana Loureiro Benone destacaram o trabalho do grupo para se estabelecer o diálogo e obter a conquista.

“Queremos que a universidade cresça ainda mais. A Uemg ainda está com o quadro de temporários acima do permitido, o que gera insegurança, troca contínua de professores e consequente sobrecarga para os demais”, falou Naraiana.

O presidente da Associação dos Docentes da Uemg e secretário do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, Roberto Camargos Malcher Kanitz, disse que quer ver o anúncio do governador ser efetivado na prática.

“Estamos na torcida e atentos a isso”, falou.

Ele salientou que a designação é uma forma tão precária de trabalho que os contratos se encerram em 31 de dezembro e são retomados em fevereiro, deixando o trabalhador sem salário nesse tempo.

“Esse regime deve ser temporário. A universidade não pode se estruturar dessa forma”, falou.