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Produtos da cesta básica mantêm preços em alta

28 de novembro de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – O Procon da Câmara Municipal de Passos realizou, de 24 a 26 de novembro, mais uma pesquisa de preços dos 30 principais produtos que compõem a cesta básica. O levantamento foi feito em nove estabelecimentos da cidade. Dos 30 itens cotados, considerando os menores preços, oito produtos ficaram mais baratos, 19 sofreram aumento e três mantiveram a variação de preço em relação à cotação anterior, realizada em outubro. Os aumentos mais expressivos foram registrados nos seguintes produtos: carne de primeira, açúcar e frango resfriado.

Por outro lado, o queijo muçarela teve a queda mais relevante. Os itens com os menores preços encontrados totalizaram R$230,18, um aumento de R$10,55 em relação ao mês anterior. Já a soma dos maiores preços totalizou R$358,03 – nesse caso, o acréscimo foi de R$30,38. A diferença entre o somatório dos maiores e menores preços apurados foi de R$127,85. A tabela presente nesta página indica os valores relativos aos menores e maiores preços encontrados para os mesmos produtos nos estabelecimentos pesquisados.

 


Consumidores estão insatisfeitos com o preço da carne

PASSOS – Consumidores passenses estão insatisfeitos com o preço cobrado pelas carnes – bovina, suína e de aves – na cidade. Conforme um levantamento desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o problema, no entanto, é enfrentado em todo o país, já que a inflação dos alimentos subiu 2,44% nos últimos 12 meses e, neste mesmo período, o aumento no valor das carnes mais procuradas no mercado variou entre 18% e 42%.

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A auxiliar de enfermagem Izabel Bueno da Silveira diz que raramente compra carne bovina, já que é o tipo mais caro, e que tem inserido mais ovos e legumes nos pratos que serve em sua casa.

Meu marido prefere carne vermelha, mas, ultimamente, só compramos aos fins de semana. O frango está mais em conta, mas acho que é mais enjoativo, então comecei a fazer omeletes, purê de batata e legumes cozidos com bastante tempero. Com a chegada do coronavírus e sem a vacina, não sabemos como serão as coisas e tudo pode mudar muito rápido, então temos que economizar para evitar problemas no futuro”, contou.

Vitória Pereira Guimarães, estudante de Estética e Cosmética, mora sozinha e também tem pensado mais antes de fazer suas compras.

Minha vida é muito corrida e não tenho muito tempo para cozinhar, então opto por coisas mais práticas. Sempre fui acostumada a comer carne nas refeições, mas agora que preciso fazer as compras, sei como isso pesa no bolso e, por isso, prefiro as opções mais em conta. Quando vou para a casa dos meus pais, no interior de São Paulo, gastamos um pouco mais, no entanto, prefiro economizar quando estou em Passos para não perder o controle das contas no fim do mês”, revelou a universitária.

No açougue gerenciado por Guilherme Ferreira, os clientes também estão questionando os preços. “A crise chegou para a grande maioria dos brasileiros e isso tem sido muito complicado para os comerciantes, mas não adianta as pessoas reclamarem para nós, porque também pagamos mais caro nas mercadorias. Neste ano, a carne realmente subiu bastante e isso foi em todo o Brasil, porque os outros países importam nossas carnes e, aqui, diminui o volume de mercadorias disponível. Também sou um consumidor e espero que as coisas melhorem”, explicou.

De acordo com Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa), a demanda chinesa é o principal fator responsável por impulsionar as vendas de carnes brasileiras in natura ou processadas, uma vez que o país compra cerca de 35% do total destinado ao mercado externo. No comparativo com o ano passado, entre janeiro e a primeira quinzena de novembro, o aumento nas exportações foi de 27%, considerando que a produção está em queda por conta do longo período de estiagem.

 

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Acompanhe a comparação de preços de cada um dos produtos na tabela disponível no link abaixo:

COMPARAÇÃO DE PREÇOS PRODUTOS DA CESTA BÁSICA